quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Secretário exonerado convoca coletiva para se defender de acusações


Romero e Mônica Ribeiro leram carta de explicação e deixaram coletiva sem responder perguntas da imprena / Foto: Edmar Melo / JC Imagem  
Romero e Mônica Ribeiro leram carta de explicação e deixaram coletiva sem responder perguntas da imprena. (Foto: Edmar Melo / JC Imagem)

Horas depois de ter sido exonerado do comando da Secretaria Executiva de Ressocialização, o coronel Romero Ribeiro convocou a imprensa pernambucana para explicar a denúncia que provocou sua saída da pasta. Na quarta-feira (1º), o Jornal do Commercio revelou que uma detenta descumpriu as regras da prisão domiciliar para participar da campanha eleitoral da esposa do então secretário. No dia seguinte à acusação, Ribeiro foi exonerado.
 
A coletiva de imprensa estava marcada para as 9h, mas o coronel só chegou ao local marcado quase uma hora depois. Estava acompanhado da esposa, a vereadora de Olinda Mônica Ribeiro, que foi apoiada pela detenta Elide Silva Santos na campanha de 2012. Bem arrumados, os dois leram uma carta de explicação, com um tom muitas vezes agressivo, e foram embora sem responder às perguntas dos jornalistas. Na saída, o coronel explicou que "como secretário, teria obrigação de dar entrevista. Mas quem falou agora foi o cidadão Romero Brito. E, nesta condição, tenho o direito de me preservar".

Antes disso, ele afirmou que não conhece Elide Silva Santos e que continuaria tirando fotos "sem discriminar ninguém, principalmente com reeducandos e ex-reeducandos", postura que teria aprendido com a família e o "grande gestor e político Eduardo Campos". Afirmando que fazia uma "política do bem", mostrou uma foto com o ex-governador, tirada em agosto deste ano (para mostrar que tira foto com várias pessoas) e ressaltou os feitos da sua gestão da Seres.

A postura foi apoiada pela vereadora Mônica Ribeiro, que também disse não conhecer a detenta e tirar foto "com todo mundo, presos, soltos, brancos, negros, feios e bonitos". Ela também afirmou que a bem sucedida trajetória política do marido causa "inveja e perseguição". Por isso, teria sido orquestrada uma "cilada na intenção de nos afastar da política do bem", já que "os bons incomodam".
A proximidade do casal com a detenta foi comprovada porque, durante a campanha eleitoral de 2012, Elide postou uma foto no Facebook com a então candidata à vereadora e o então secretário afirmando que Olinda seria bem representada e agradecendo aos amigos "por me darem essa força e incentivo para superar tudo o que aconteceu em 2012 na minha vida”. A mulher usava até adesivos de campanha com a foto de Mônica na camisa.

Romero Ribeiro ainda alegou que a denúncia sobre o desrespeito de Elide ao perímetro permitido pela prisão domiciliar já foi apurado e resolvido pela Seres em 2013 e que "até o momento, o órgão não recebeu nenhum tipo de notificação sobre o caso em questão". Para encerrar, afirmou que um gestor precisa ter "determinação e zelo com a coisa pública" e que ele não é um "enganador público". "Sempre busquei ser um servidor público que tenha como objetivo principal o bem comum da sociedade", disse depois de "perdoar seus "algozes".

Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário