Segundo a PF, mulheres contaram que ganhariam R$ 1 mil pelo
transporte da droga.
(Foto: Divulgação / PF)
Duas mulheres foram detidas com cerca de dez quilos de cocaína presos
ao corpo no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife. Elas
haviam acabado de desembarcar na capital pernambucana quando foram
presas pela Polícia Federal, na quinta-feira (23). Segundo a PF, foi o
uso de muitas roupas de frio que chamou a atenção dos policiais para uma
suspeita de tráfico de drogas.
A corporação contou que as mulheres vinham do Paraná e desembarcaram no
Recife por volta das 17h. Elas aparentavam atitude suspeita, usando
roupas de frio em excesso. Por isso, foram abordadas pelos policiais. Ao
serem interrogadas, não responderam com exatidão às perguntas da
polícia, mostrando nervosismo e inquietação. Por isso, terminaram sendo
revistadas.
Nesse momento, foram encontradas várias embalagens de droga presas ao
corpo das suspeitas com fitas adesivas. Ao todo, elas transportavam 18
tabletes de cocaína, que juntos somam 10,6 quilos. Segundo a PF, seria
possível produzir até 127 mil pedras de crack com esse entorpecente. Com
alto grau de pureza, a Polícia Federal suspeita que a droga foi
produzida na Bolívia.
As mulheres revelaram que receberiam R$ 1 mil cada uma para trazer a
cocaína ao Recife. Elas foram contratadas para o serviço em São Paulo,
onde moram. Depois, foram de ônibus até Foz do Iguaçu, no Paraná, para
buscar a droga. De lá, seguiram de avião para a capital de Pernambuco.
Elas não deram maiores detalhes da pessoa que as contratou e falaram que
ainda não sabiam quem iria receber o entorpecente no Recife.
A dupla foi autuada em flagrante por tráfico interestadual de
entorpecentes e associação para o tráfico e levada para a Colônia Penal
Feminina do Bom Pastor. Caso sejam condenadas, elas podem pegar penas
que vão de 5 a 20 anos de reclusão. Anda segundo a PF, uma das presas
tem 19 anos, é natural na Bahia, mas morava em São Paulo, onde
trabalhava como garçonete. A outra tem 23 anos, é vendedora e natural de
São Paulo.
Fonte: g1.globo.com/pernambuco
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