Etiene entrou para a história da natação brasileira.
(Foto: Divulgação/COB)
Encerrado os Jogos Pan-Americanos 2015, os brasileiros podem se dar
por satisfeitos ao realizarem o balanço do desempenho no evento de
Toronto, no Canadá. O objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) era o
de se manter entre os três primeiros no quadro de medalhas, meta que
foi alcançada exatamente conforme se programou. Inclusive, a campanha
foi igual a Guadalajara-2011.
A diferença é que, enquanto este ano foram
somados 41 ouros, 40 pratas e 60 bronzes – dando o total de 141
medalhas-, em 2011 o número de medalhas douradas chegou a 48, sendo 35
pratas e 58 bronzes. O retrospecto também foi positivo para o Estado, já
que, individualmente ou em grupo, os pernambucanos participaram
diretamente na conquista de seis medalhas de ouro.
Na piscina, disputando os 100m costas, Etiene Medeiros fez história
ao conquistar a primeira medalha dourada para a natação feminina
brasileira em Pans. Também foi dourado o triunfo da sertaneja Yane
Marques. Primeira colocada nos Jogos de Toronto, a pernambucana repetiu o
feito do Rio-2007 e se sagrou bicampeã pan-americana no pentatlo
moderno. Nas modalidades coletivas, JP Batista (basquete masculino) foi
ouro, assim como Bruno Santana (handebol masculino) e Samira Rocha
(handebol feminino). Fechando a lista de representantes dourados do
Estado está a goleira Bárbara Micheline (futebol feminino).
Apesar dos números positivos para o País, o atletismo encerrou a
competição com um resultado diferente do que se era esperado. O time
brasileiro deixou o Canadá com 13 medalhas, sendo apenas uma de ouro. Na
comparação com os últimos Jogos Pan-Americanos, a modalidade conquistou
dez ouros e um total de 23 medalhas. “São alguns pontos de atenção e
coisas que precisam ser acertadas. Vamos nos reunir e conversar sobre o
que pode ser feito”, discursou Marcus Freire, gerente executivo de
esportes do COB.
Em contraponto, a natação fez bonito e, além da grande quantidade de
subidas ao pódio, ainda foi coroada com o recorde pan-americano do
experiente Thiago Pereira, que se tornou o maior vencedor da competição,
com 23 medalhas. Com isso, os atletas brasileiros cravaram o nome do
País em terceiro no quadro, ficando atrás apenas de Estados Unidos e
Canadá, mas a frente de Cuba, fato que não ocorria desde Winnipeg-1967.
Fonte: www.folhape.com.br
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