Epicentro do evento estava localizado no limite dos municípios de Caruaru e Bezerros
(Reprodução: Sismos do Nordeste/UFRN)
O tremor sentido no último sábado (26) em Caruaru, no Agreste do Estado,
registrou magnitude de 3.3, a maior dos últimos três anos na região. De
acordo com o site Sismos do Nordeste, de responsabilidade do
Laboratório Sismológico da Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN), o
impacto foi percebido no sábado passado às 18:42, no horário local. O
abalo foi descrito como forte por parte das pessoas que se comunicaram
com a academia após a ocorrência do evento, sentido em várias das
estações da Rede Sismográfica do Nordeste.
Ainda segundo informações do grupo, o epicentro desse evento estava
localizado praticamente no limite dos municípios de Caruaru e Bezerros e
trata-se de uma área epicentral na qual, antes, não havia sido
registrados sismos dessa magnitude. Dada a localização, próxima ao
Lineamento Pernambuco, é possível que, na ocasião, estivesse ocorrendo a
reativação de um trecho, o que já aconteceu em outras localidades, como
Caruaru, São Caetano e Belo Jardim.
Apesar de não ter sentido o tremor, o morador do bairro de São
Francisco, Eduardo Heráclio, contou que no horário do evento chovia
bastante. "Era por volta das 19h quando escutamos um trovão, mas não
vimos nada tremer", relembrou. Procurada, a Defesa Civil de Caruaru não
registrou nenhuma ocorrência, mas fez um alerta caso novos tremores
voltem a sacudir a cidade. "A primeira coisa a ser feita diante de uma
situação como essa é traçar uma rota de fuga dentro de casa, que nada
mais é do que deixar a porta destrancada, pois se os tremores ocorrerem
com mais intensidade será mais fácil deixar o local, e não ficar próximo
a guarda-roupa, armário, e estantes", aconselhou o coordenador da
Defesa Civil de Caruaru, José Keldare Quintino dos Santos.
Ainda de acordo com Santos, o mais indicado é se proteger embaixo de uma
mesa ou portal e, no último caso, correr para áreas livres, como campos
e praças. "O mais importante é manter a calma", orientou. Se, após um
novo abalo sísmico, rachaduras e muros na iminência de cair forem
identificados, é crucial ligar para o órgão. Os números de contatos são
3701.1173 ou 3701.1174.
Fonte: www.folhape.com.br
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