A mensalista com carteira encolheu de 43 mil para 42 mil,
a doméstica sem carteira cresceu de 27 mil para 28 mil e a diarista
totalizou 36 mil. (Reprodução: Internet)
Eles somam 106 mil trabalhadores. A maioria é mulher e negra, com
idade entre 25 e 49 anos, têm baixa escolaridade, possui em média mais
de quatro filhos e assume a chefia da família. Este é o retrato atual do
emprego doméstico na Região Metropolitana do Recife (RMR). O estudo do
Dieese revela o impacto da regulamentação da lei das domésticas (Emenda
Constitucional nº 72) no mercado de trabalho local. Mostra a redução dos
empregados com carteira e o crescimento dos sem carteira e das
diaristas entre 2014 e 2015. A jornada de trabalho diminuiu, mas ainda é
maior comparada aos demais trabalhadores. Ao mesmo tempo houve ganho de
renda da categoria impulsionado pelo aumento do salário mínimo.
O
estudo foi feito a partir dos dados da Pesquisa de Emprego e
Desemprego (PED) referente ao primeiro semestre 2015 porque a pesquisa
foi suspensa em setembro no Recife. Segundo Jairo Santiago, coordenador
geral da PED, o número total de domésticas de 106 mil foi mantido entre
2014 e 2015 na RMR. Por outro lado, mudou a composição desse grupo de
trabalhadores. A mensalista com carteira encolheu de 43 mil para 42 mil,
a doméstica sem carteira cresceu de 27 mil para 28 mil e a diarista
totalizou 36 mil.
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br
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