"É preciso acabar ou reduzir o foro privilegiado, ou reservá-lo apenas a um número pequeno de autoridades", afirmou o Ministro. (Reprodução: Internet)
O ministro do STF (Supremo
Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso defendeu nesta segunda-feira as
punições para os crimes de colarinho branco e o fim do foro privilegiado.
"É preciso acabar ou reduzir o foro privilegiado, ou reservá-lo apenas a
um número pequeno de autoridades. É um herança aristocrática", disse
Barroso ontem, durante evento promovido pela Revista Veja em São Paulo.
Barroso reforçou que o
processo do mensalão durou um ano e meio e ocupou mais de 60 sessões do STF. Na
sua avaliação, o foro privilegiado favorece a impunidade pela demora na
tramitação dos processos. Segundo o ministro, o prazo médio do recebimento de
uma denúncia pelo Supremo é de 617 dias, "ao passo que no juízo de
primeiro grau o recebimento é de cerca de uma semana". De acordo com
Barroso, há hoje 369 inquéritos e 102 ações penais contra parlamentares.
O ministro também se
posicionou a favor da criação de uma vara especial em Brasília (DF) para julgar
políticos com foro. Ela seria comandada por um juiz escolhido pelo STF para
centralizar as ações penais com um mandato de dois anos e auxiliares para
ajudá-lo.
Fonte:
www.diariodepernambuco.com.br
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