quinta-feira, 12 de maio de 2016

PF faz operação contra pornografia infantil na internet em cidades pernambucanas


Polícia Federal faz operação contra pornografia infantil (Foto: Divulgação/PF) 
Polícia Federal faz operação contra pornografia infantil. 
(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã desta quinta-feira (12), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, a Operação Help. O objetivo da Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio é combater a pornografia infantil na internet. São investigados o armazenamento e a divulgação de imagens e vídeos. Esta é a segunda ação desse tipo realizada no estado.

Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Dez policiais federais participam da ação. As investigações começaram há cerca de dois anos. Elas foram baseadas em suspeitas de utilização de material pornográfico infantil por usuários da internet, a partir de um ajustamento de conduta firmado entre o Ministério Público Federal de São Paulo e uma grande empresa de pesquisa de páginas na internet. 

Os órgãos descobriram o compartilhamento de material pornográfico infantil. Foram identificados arquivos com conteúdo ilícito. Por isso, a PF instaurou dois inquéritos e chegou aos endereços dos alvos da operação.  Há suspeitas de que os suspeitos podem ainda estar compartilhando os conteúdos ilegais.

Tecnologia

A Polícia Federal  dispõe de um sistema próprio de investigação. Por meio do programa Gênesis, faz uma varredura na internet e busca perfis ou páginas suspeitas que contenham material pornográfico infantil.

Em caso de detecção de material pornográfico infantil nos computadores ou equipamentos eletrônicos de suspeitos, há a possibilidade de efetuar a prisão em flagrante. E se não forem achados arquivos de vídeo ou foto no momento da varredura preliminar, os equipamentos serão apreendidos e passarão por uma nova perícia mais minuciosa.

Quem é flagrado cometendo esse tipo de crime pode pegar de um a quatro anos de reclusão.  Em caso de compartilhamento de material eletrônico, a pena passa a ser de três  a seis anos de reclusão.


Fonte: g1.globo.com/pernambuco

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