29ª fase teve início na madrugada desta segunda-feira (23).
(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
O comando da Operação Lava Jato, no Paraná, procura o empresário
Humberto do Amaral Carrilho, um dos sócios do Grupo Dislub/ Equador, do
ramo de combustíveis e morador do Recife. Ele é o alvo da 29ª etapa da ação e está com mandado de prisão em
aberto. Em entrevista para detalhar as ações deflagradas nesta
segunda-feira (23), em Curitiba, os responsáveis pela investigação
informaram que Carrilho é considerado foragido. A PF aguarda o contato
dos advogados antes de encaminhar o nome para a Interpol.
As ações da 29ª etapa da Lava Jato ocorreram no Rio de Janeiro e em Brasíia. Em Pernambuco, os agentes estiveram no apartamento de Carrilho,
no bairro de Apipucos, na Zona Norte da capital. Lá, foram informados
sobre a viagem do empresário, que está fora do Brasil. O imóvel
encontra-se em reforma. Por isso, não foi possível cumprir também o
mandado de busca e preensão.
Como não conseguiu cumpri os mandados de prisão e busca e apreensão, a
PF em Pernambuco vai enviar as informações para o comando da operação.
"Vamos encaminhar todos esses dados para Curitiba e a Polícia Federal lá
vai determinar um prazo para ele se apresentar", explicou o
superintendente da PF em Pernambuco, Marcello Cordeiro.
Carrilho aparece citado em ações na Justiça de Pernambuco. São casos que envolvem processos tributários.
Carrilho aparece citado em ações na Justiça de Pernambuco. São casos que envolvem processos tributários.
Delação premiada
Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que Carrilho, dono da empresa Distribuidora Equador, o procurou, entre 2008 e 2009, com um projeto de construção de um Terminal de Derivados no Rio Amazonas, em Itacotiara.
De acordo com Costa, o projeto foi aceito, e a empresa foi contratada pela Petrobras, sem licitação, pois se tratava de exclusividade. Paulo Roberto Costa acrescentou que a intermediação dele “pesou” para a contratação ainda que a parte técnica do projeto não apresentasse desvio de condutas. O ex-diretor da Petrobras disse que em virtude desta intermediação, o dono da empresa pagou valores ao declarante até fevereiro de 2014.
A 29ª fase da Operação Lava Jato teve início na madrugada desta segunda em Brasília, no Recife e no Rio de Janeiro. Ao todo, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária. A ação foi batizada de "Repescagem".
Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que Carrilho, dono da empresa Distribuidora Equador, o procurou, entre 2008 e 2009, com um projeto de construção de um Terminal de Derivados no Rio Amazonas, em Itacotiara.
De acordo com Costa, o projeto foi aceito, e a empresa foi contratada pela Petrobras, sem licitação, pois se tratava de exclusividade. Paulo Roberto Costa acrescentou que a intermediação dele “pesou” para a contratação ainda que a parte técnica do projeto não apresentasse desvio de condutas. O ex-diretor da Petrobras disse que em virtude desta intermediação, o dono da empresa pagou valores ao declarante até fevereiro de 2014.
A 29ª fase da Operação Lava Jato teve início na madrugada desta segunda em Brasília, no Recife e no Rio de Janeiro. Ao todo, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária. A ação foi batizada de "Repescagem".
Fonte: g1.globo.com/pernambuco
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