A PF investiga prejuízo estimado em cerca de R$ 180
milhões.
(Reprodução: Internet)
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a
Operação Positus para apurar fraudes na gestão de recursos do Postalis, o
fundo de pensão dos Correios. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 180
milhões. Além de dois mandados de busca e apreensão em São Paulo, estão
sendo cumpridos três em Brasília, um em Belém e um em João Pessoa.
A 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo expediu mandado de prisão
preventiva para o principal investigado, ex-gestor dos fundos de
investimento de recursos do Postalis. Há alguns meses, o suspeito
requereu passaporte italiano em Miami e, há dois meses, viajou para a
Espanha.
Segundo a PF, esse ex-gestor ainda não foi localizado e seu nome foi
incluído na lista vermelha de procurados internacionais da Interpol. “A
PF trabalha em cooperação policial com as polícias americana, italiana e
a Interpol para localizá-lo e prendê-lo”, informa a nota.
Instaurado em 2012, o inquérito policial identificou que dois fundos de
investimentos do Postalis, com mais de R$ 370 milhões em recursos
aplicados, foram geridos de forma fraudulenta. As transações eram
ordenadas por uma administradora de valores com sede em São Paulo, mas
executadas em Miami, nos Estados Unidos.
De acordo com a PF, a fraude consistia na compra de títulos do mercado
de capitais por uma corretora americana, que os revendia por um valor
maior para empresas com sede em paraísos fiscais ligadas aos
investigados. Em seguida, os títulos eram adquiridos pelos fundos
Postalis com valor de título maior. Assim, em um período de poucos dias,
a aquisição era feita por um preço 60% maior do que o real valor de
mercado.
Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de
instituição financeira, apropriação de recursos de fundos e lavagem de
dinheiro. As penas variam de dois a 12 anos de prisão.
Fonte: www.folhape.com.br
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