O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar, que procurou a polícia.
(Foto: Amanda Duarte/ Editoria de Cidades)
A Polícia Civil de Pernambuco
(PC-PE) prendeu nessa quinta-feira (10) um homem acusado de estuprar 13
crianças na comunidade "Escorregou tá dentro", no bairro Sítio
dos Marcos, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR).
O suspeito começou a ser
investigado após a mãe de uma criança de sete anos perceber feridas e
vermelhidão na região anal do filho. Pensando que a criança estava doente, a
mãe procurou uma unidade de saúde, que encaminhou o menino ao Instituto Materno
Infantil (IMIP), área central do Recife. Lá, foi constatado que ele tinha
sofrido abuso sexual. O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar, que procurou
a polícia.
Após investigações, os
policiais chegaram ao pintor Fernando Luiz da Silva, 30 anos, que mora na
comunidade há um ano. Casado e pai de dois filhos, Fernando praticava conjunção
carnal e outros atos libidinosos, como beijos e sexo oral, contra meninos e
meninas de cinco a 12 anos.
Os abusos aconteciam na sala
da casa do pintor, no período em que a esposa dele estava trabalhando. Enquanto
uma criança era estuprada, outras assistiam os atos. O acusado chegou a fazer
uma fila, para abusar uma a uma. De acordo com a polícia, Fernando atraía as
crianças com comida e dinheiro. E as vítimas afirmaram que ele filmava e tirava
fotos do abuso, mas a polícia não encontrou os registros.
O delegado Adyr Almeida,
responsável pelas investigações, classificou o caso como "monstruoso"
e comentou que a situação mexeu com o emocional dos policiais. Almeida também
alerta para o diálogo entre pais e filhos. "É importante que os pais
conversem com os filhos e fiquem atentos a comportamentos anormais".
Fernando Luiz da Silva possui
antecedentes criminais e já foi preso por posse ilegal de arma de fogo. Ele foi
preso preventivamente por 30 dias e encaminhado ao Centro de Triagem Professor
Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Ele vai responder por estupro de
vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, com pena mínima de
8 anos de reclusão.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
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