quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Após a morte de Eduardo Campos, corrida eleitoral sofreu uma reviravolta



 
Eduardo Campos (PSB) (In Memoria) deixou um legado que está influenciando na corrida eleitoral. (Reprodução: Internet)

A morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB),  que disputava a Presidência da República, mudou totalmente o quadro eleitoral. Provocou modificações nas disputas para o governo do estado, para o Senado e para o Palácio do Planalto. Quinze dias depois do socialista falecer num acidente de avião, no dia 13 de agosto, seu candidato ao governo do estado, Paulo Câmara (PSB), subiu de 11% para 29% nas intenções de voto, segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem. A substituta de Eduardo na chapa presidencial, Marina Silva (PSB), também despontou com 29%, vinte pontos a mais do que tinha o ex-governador no mês passado, antes da tragédia.

O “efeito Eduardo” teve um impacto relevante em Pernambuco, governado por sete anos e quatro meses pelo socialista. Levando em consideração a última pesquisa Ibope, de 30 de julho, o senador Armando Monteiro (PTB) oscilou negativamente de 43% para 38%. Porém, Paulo Câmara, que antes tinha 11%, saltou para 29%, um crescimento percentual superior 150% em relação ao levantamento anterior. O que significa que o eleitor entendeu que ele era o seu candidato, sendo aparentemente beneficiado pela comoção popular no estado. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos.

Na disputa pelo Senado, a mudança não foi tão significativa quanto à do governo do estado. O candidato do PT, o deputado federal João Paulo, oscilou negativamente de 37% para 35% de julho para agosto, enquanto o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) cresceu de 16% para 22%.

A pesquisa do Ibope divulgada ontem revela ainda que, no estado, Marina e Dilma Rousseff (PT) estão empatadas tecnicamente, a primeira com 41% e a segunda com 37%, enquanto o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, fica com 3%.

No levantamento nacional, Marina Silva se aproxima de Dilma Rousseff, que ficou com 34% contra 38% no início do mês, e abriu 10 pontos de diferença de Aécio Neves (PSDB), que está com 19%. A mudança pode garantir o segundo turno sem a polarização esperada por ambos. Marina carrega, a exemplo de Eduardo, a bandeira do “novo” no discurso político, sendo vista como capaz de tirar votos de qualquer lado, tanto petista como tucano.

Por enquanto, levando-se em conta a margem de erro da pesquisa, Dilma e Aécio permanecem estáveis em relação ao levantamento do mesmo instituto em 8 de agosto, embora tenham oscilado negativamente.

No início do mês, com 38%, Dilma podia estar entre 36% e 40%. Agora, a presidente também pode estar com 32% ou 36%. O mesmo se repete com Aécio, que podia estar entre 21% e 25% em julho, e agora, oficialmente com 19%, também pode estar oscilando entre 17% a 21%.

Capitalização

Além de ter capital político próprio, Marina conseguiu também capitalizar nesse levantamento a comoção no país com a morte de Eduardo Campos ao assumir um desafio inesperado, que ela tinha aberto mão em outubro de 2013 por não conseguir criar o seu partido (a Rede Sustentabilidade).

Na disputa pelo Planalto, o “efeito Eduardo”, aliado ao capital de Marina, fez o número de brancos e nulos diminuir de 13% para 7% em relação ao início de agosto, enquanto o índice de eleitores que não sabia em quem votar saiu de 11% para 8%. 

Fonte: www.diariodepernambuco.com.br

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