Mozart Sales, Pedro Eugênio e Fernando Ferro, não obtiveram sucesso no pleito eleitoral desde ano. (Reprodução: Internet)
Passadas as eleições, o momento agora é
de especulações de nomes para os ministérios do segundo mandato da
presidente Dilma Rousseff (PT). Em Pernambuco, há uma expectativa grande
em relação ao aproveitamento de nomes do partido que não se elegeram no
pleito deste ano. O PT não conseguiu eleger nenhum deputado federal
pelo Estado e a bancada estadual foi reduzida.
Líder do PT no Senado, Humberto Costa
afirmou que o processo de escolhas de ministros pela presidente Dilma
Rousseff (PT) para o seu novo mandato ainda não começou. “Acredito que
ela deva descansar essa semana, mas os nomes da equipe econômica devem
ser definidas até meados de novembro”, afirmou.
Questionado sobre quem poderá ser levado
ao governo federal, o senador preferiu não citar nomes. Mas, em
seguida, o senador afirmou que há possibilidades de nomes do PT de
Pernambuco ocuparem cargos. “Queremos pessoas do nosso Estado
trabalhando. Se tivermos a oportunidade, vamos falar isso para ela”,
acrescentou. O petista declarou, ainda, que as demais áreas do primeiro
escalão ficarão para após esse período.
Entre os petistas de Pernambuco, estão
Mozart Sales, que já esteve à frente do programa Mais Médicos de poderá
retornar ao Ministério da Saúde, e os deputados Fernando Ferro e Pedro
Eugênio. Há, ainda, João Paulo, nome forte para disputar a eleição
municipal do Recife em 2016.
Sobre João Paulo, é provável que, caso o
deputado venha a ocupar um cargo no segundo governo de Dilma, seja
acomodado em alguma pasta que reflita visibilidade no Recife, já que seu
nome é ventilado para a disputa municipal de 2016. O petista já ocupou
duas vezes a cadeira de prefeito da capital pernambucana e elegeu seu
sucessor, João da Costa. João Paulo também tentou retornar ao Palácio
Capibaribe em 2012, como vice de Humberto Costa, mas a chapa petista
ficou em terceiro lugar no pleito, vencido por Geraldo Julio (PSB) no
primeiro turno.
“Não tenho como falar absolutamente nada
sobre isso, é competência exclusiva da presidente montar sua equipe,
ela é que vai avaliar. Quando disputei o Senado, não foi com nenhuma
vinculação”, afirmou João Paulo sobre uma possível ida para o governo
federal.
Pedro Eugênio foi citado por uma
entidade de trabalhadores rurais para a pasta da agricultura. O
parlamentar já ocupou a secretaria estadual do setor no governo de
Miguel Arraes, onde coordenou o programa Chapéu de Palha, e a pasta de
planejamento, no ano seguinte. Em 2003, o parlamentar assumiu uma
diretoria do Banco do Nordeste, com indicação do ex-presidente Lula.
Outra possibilidade é que Pedro Eugênio retorne à instituição
financeira. Já Fernando Ferro pode ficar na Chesf, empresa que
atualmente está sob o comando o PMDB mas que já esteve com o PSB. O
deputado é funcionário de carreira da empresa.
Os dois parlamentares afirmaram que as
indicações tratam-se apenas de especulações. “A eleição foi domingo.
Aqui em Brasília, não há nenhuma movimentação para escolhas de nomes”,
disse Pedro Eugênio. “Isso é boato. O segundo escalão só será definido
após a escolha dos ministros”, declarou Fernando Ferro. Mozart Sales
também tratou o assunto como especulação. “Estou tranquilo em relação a
isso. Cumpri meu papel na eleição e no governo anterior”, declarou.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
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