(Reprodução: Internet)
O Boulevard de la Croisette ganha um sotaque especial a partir de amanhã, na largada da 69ª edição do Festival de Cannes. Até o domingo, 22, o dia em que o mundo ganha mais um filme galhardonado com a Palma de Ouro – a láurea máxima do festival de cinema mais famoso do mundo –, o principal endereço da bela cidade da Riviera Francesa vai falar pernambuquês. Cerca de 40 membros das equipes de três filmes realizados por cineastas locais - o longa Aquarius e os curtas Abigail e O Delírio é a Redenção dos Aflitos - invadem Cannes para acompanhar as projeções em três seções do festival, inclusive a Mostra Oficial, na qual é escolhido o ganhador da Palma de Ouro.
Pela primeira vez, o cinema
pernambucano tem um longa-metragem na disputa: Aquarius, de Kleber Mendonça
Filho, o representante do Brasil na Mostra Oficial. Há oito anos que um filme
feito no Brasil – o último foi Linha de Passe, de Walter Salles, em 2008 – não
era escolhido para ser exibido na principal vitrine do Festival de Cannes.
Para confirmar ainda mais o
momento excepcional do cinema pernambucano, dois curtas serão apresentados na
Semana da Crítica e na Quinzena dos Realizadores. Na Semana da Crítica, estará
presente o curta O Delírio é a Redenção dos Aflitos, de Fellipe Fernandes. Ja a
pernambucana Valentina Homem, que mora em Nova York, vai levar o curta
Abigail, que codirigiu com a cineasta carioca Isabel Penoni (já conhecida dos
pernambucanos por ter codirigido o curta Porcos Raivosos com Leonardo Sette,
também exibido na Quinzena, há quatro anos).
Toda essa turma passou a
última semana em meio aos preparativos para os muitos compromissos que vão ter
durante os 11 dias do festival. O mais tarimbado de todos é Kleber Mendonça
Filho, que participa do certame cinematográfico pela 18ª vez – em doze, ele foi
a Cannes como crítico de cinema do Jornal do Commercio –, só que agora ele está
presente na condição de uma das mais novas vozes do cinema mundial. Desde 2012,
quando Kleber lançou O Som ao Redor – sucesso de crítica nos Estados Unidos e
na Europa, além do Brasil, onde conquistou os críticos e levou mais de cem mil
pessoas aos cinemas –, o segundo filme dele é esperado com ansiedade em todo o
mundo.
“Para mim, o principal é minha
relação com o filme. Eu trabalhei tanto nele que não há outra maneira senão eu
me senti totalmente satisfeito e feliz com o filme. Já que minha relação é boa,
eu procuro não pensar em todas aquelas coisas que a gente sabe que uma
exposição desse tipo significa, particularmente em Cannes. Existe uma pressão
em torno do segundo filme, principalmente quando o primeiro foi bem-sucedido,
mas eu nunca realmente pensei nisso. Na verdade, eu queria fazer um segundo filme,
aí apareceu essa história, que eu fui gostando cada vez mais e parti para
fazê-lo”, explica o cineasta.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário