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segunda-feira, 25 de março de 2019

Anatel inicia bloqueio de celulares irregulares em 15 estados nas regiões sudeste, nordeste e norte


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A Anatel enviou 531 mil mensagens de aviso de desligamento a celulares irregulares. (Reprodução: Internet)


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou a realizar no último domingo (24), em 15 estados, o bloqueio de telefones celulares sem certificação. Vão deixar de funcionar os aparelhos que não têm o selo de certificação da agência, que garante a compatibilidade com as redes de telefonia no Brasil. 

Estão sendo bloqueados aparelhos irregulares em São Paulo e Minas Gerias, nos nove estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe); e em quatro estados da Região Norte (Amapá, Amazonas, Pará e Roraima). 

O bloqueio nesses estados é a última fase do cronograma do Projeto Celular Legal, iniciado em setembro. A Anatel enviou 531 mil mensagens de aviso de desligamento a celulares irregulares. 

Até o momento, foram bloqueados mais de 244 mil celulares em todo o país. O estado com mais celulares desligados é Goiás: 85,9 mil, conforme planilha da Anatel. O selo da Anatel é colado atrás da bateria do aparelho ou no manual do telefone. 

Segundo a agência, “o celular sem certificação não passou pelos testes necessários” e “pode aquecer, dar choques elétricos, emitir radiação, explodir e causar incêndios. 

Além da segurança dos usuários, a Anatel assinala que o bloqueio reduz o número de roubos e furtos de celulares, combatendo a falsificação e clonagem de IMEIs (número de identificação do aparelho), que é único e global. 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Gravatá será primeira cidade do Brasil a transformar lixo em energia


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O investimento vai gerar uma economia anual de cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos. (Reprodução: Internet)

A expectativa da prefeitura do município é que a energia gerada abasteça todo o parque elétrico público da cidade, incluindo a sede do Executivo municipal e os prédios da administração, além de escolas, hospital, unidades de saúde e praças. Isso vai acarretar em uma economia anual de cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos.

“Gravatá vai entrar na vanguarda da produção de energia mundial, aplicando uma técnica semelhante aos países de primeiro mundo. O processo, além de ser mais limpo e sustentável, também é muito representativo do ponto de vista da gestão, pois resultará em uma significativa economia para erário. Nossa cidade servirá de exemplo para o Brasil em boas técnicas de gestão sustentáveis”, argumentou o gestor de Gravatá, Mário Cavalcanti.

Outra vantagem do processo de gaseificação, segundo o interventor, é a diminuição do volume de lixo do aterro público, consequentemente aumentando a sua vida útil. “O problema do lixo em Gravatá motivou oito dos 14 pontos elencados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para afastar o prefeito e pedir a Intervenção. É nosso dever ajustar a administração desse segmento”, pontuou Cavalcanti.

PROCESSO – O processo de produção de energia por meio da gaseificação leva poucos minutos. O lixo coletado nas ruas vai para o aterro. Do aterro, ele será transportado para as câmaras de gaseificação. Nesse espaço, os gases produzidos vão direto para o grupo moto gerador, se transformando em energia. Por fim, essa energia segue para a rede pública, abastecendo o parque elétrico municipal.


Fonte: www.avozdavitoria.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Tomate resistente a vírus e altas temperaturas é criado no Sertão



Nova variedade de tomate (Foto: Cristina Lemos / arquivo pessoal) 
Nova variedade de tomate (Foto: Cristina Lemos/arquivo pessoal)

Um fruto desenvolvido para resistir às altas temperaturas e a doenças causadas por vírus. Essas são as características da nova variedade de tomate lançada na estação experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) em Belém do São Francisco, no Sertão de pernambuco.

Segundo a coordenadora do programa de pesquisa de hortaliças do IPA, Cristina Lemos, a variedade é resultado de 12 anos  de estudos no instituto. “Um trabalho iniciado na década de 90, quando o estado de Pernambuco era o segundo produtor de tomate do Brasil, e caiu por conta do aparecimento de doenças causadas por vírus. Desde então, direcionamos um programa de melhoramento até chegar ao “Ferraz IPA 8”, destaca.

O engenheiro agrônomo e melhorista do programa, Edinardo Ferraz, que trabalhou na pesquisa e deu seu sobrenome à variedade, garante que a diferença é que esse tomate consegue se adaptar as condições do Nordeste. “O estudo foi realizado com foco em temperaturas elevadas e para desenvolver uma tolerância aos vírus predominantes no nordeste 'geminivírus', transmitido pela mosca branca e outro vulgarmente chamado de 'vira-cabeça', que queima o olho da planta”, conta.

De acordo com Ferraz, a variedade consome menos defensivos e possibilita uma qualidade da fruta. “Eu consegui juntar em uma variedade só, a tolerância aos vírus, escolher o tamanho, o formato e a firmeza. O produtor vai trabalhar sem medo e não precisa fazer tantas aplicações de defensivos, reduzindo em 80% o uso de agrotóxicos", explica.

Para testar a variedade foi cultivado meio hectare de tomates distribuidos em lotes da variedade comum e da desenvolvida pelo IPA. O fruto da variedade conseguiu um alto nível de melhoramento com uma produtividade de 80 toneladas.

O registro do 'Ferraz IPA 8' já foi solicitado. "O projeto prevê uma produção em 2015, vamos discutir ainda se haverá a distribuição gratuita ou comercialização da variedade”, argumenta Ferraz.

Fonte: g1.globo.com