quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Fliporto terá 25 mesas e 40 autores em quatro dias de programação



 
(Reprodução: Internet)

São dez anos se consolidando como um dos principais eventos literários de Pernambuco e do Brasil. A Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) teve início em Porto de Galinhas, ganhou uma dimensão ainda maior com a vinda para a Olinda, e busca se reinventar neste ano. Com homenagem ao escritor Ariano Suassuna e o tema do cinema e da literatura, o evento começa nesta quinta (13/11) com uma conferência para convidados da escritora Lya Luft e do seu marido, o engenheiro e escritor Vicente de Britto Pereira, no Mosteiro São Bento.

Neste ano, o orçamento da Fliporto diminuiu 78% em relação a 2013, redução causada, segundo os organizadores, pela dificuldade de se captar patrocínios. Por isso, a edição vai ocupar diferentes espaços de Olinda, deixando a grande estrutura da Praça do Carmo, antes dedicada ao congresso literário, para usar o Colégio São Bento, ao lado do antigo local. Também dentro da escola vão ficar o Cine Fliporto, a Fliporto Galera e a Fliporto Galerinha – só a Feira do Livros fica fora do espaço, ocupando parte da praça. Outras programações paralelas da Fliporto, como a Eco Fliporto, E-Porto Party, Fliporto Cordel, não acontecem neste ano.

Na programação, três nomes vieram de fora do País: a sul-coreana Hwang Sun-Mi, autora da obra juvenil Flora Hen; a americana Margaret Stohl, da série best-seller 16 luas; e o jornalista inglês Martin Sixsmith, autor da tocante narrativa real Philomena, sobre a busca de uma mãe pelo filho ao longo de 50 anos. Um estrangeiro residente no Brasil está na programação: o angolano Ondjaki, vencedor do Prêmio José Saramago de Literatura em 2013.

A homenagem a Ariano Suassuna, anunciada ainda em 2013, antes da morte (em 23 de julho) do escritor e dramaturgo paraibano, é extensa. Começa com a aula-espetáculo de Romero de Andrade Lima (leia mais abaixo) e conta com dois debates, um com Carlos Newton Jr, Adriana Falcão e Bráulio Tavares sobre as adaptações de suas obras para o cinema e outro sobre o segredo das aulas e entrevistas que o autor de O auto da Compadecida tanto gostava de dar, com depoimentos de Samarone Lima, Geneton Moraes Neto e Vladimir Carvalho. A apoteose dessa celebração sobre o criador do Movimento Armorial se dá com a palestra de Raimundo Carrero que será seguida de um concerto de Antônio Madureira.

Outras duas conversas merecem destaque. Primeiro, o debate sobre cinema, literatura e a adaptação com Xico Sá e Claudio Assis, que falam sobre o processo de transformação do livro Big Jato em filme. Com um viés mais de análise, três pesquisadores da prosa de Raimundo Carrero – Eliene Medeiros da Costa, Priscila Varjal e Rafael Monteiro – se encontram para falar sobre a família, a religião e a loucura nos romances do autor salgueirense. A mediação é do editor deste Caderno C, Marcelo Pereira.

Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

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