Para que a greve fosse deflagrada a maioria precisaria ser favorável.
(Foto: Margarida Azevedo/ JC)
Os docentes da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE) não aprovaram a deflagração da greve da categoria. A
votação realizada durante assembleia nesta segunda-feira (25) teve 272
votos contra a paralisação e 82 votos a favor, além de 28 abstenções. A
reunião aconteceu durante uma assembleia no auditório do Centro de
Tecnologia e Geociência (CTG), no câmpus Recife da instituição de
ensino, na Cidade Universitária, Zona Oeste da capital pernambucana.
Caso tivesse sido aprovada, a paralisação começaria na quinta-feira
(28).
De acordo com o regimento da Associação
de Docentes da UFPE (Adufepe), para que a greve fosse deflagrada, era
necessário que 10% dos associados (o que corresponde a 237 professores)
participassem da assembleia. Destes, a maioria precisa ser favorável à
paralisação das atividades. Durante a última semana, a Adufepe fez
mobilizações nos câmpus Recife, Caruaru e Vitória para divulgar a pauta
do sindicato.
A Associação dos Docentes da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe) vota a deflagração
da greve às 14h30, no Espaço de Cultura e Lazer Arthur Lapa, em Dois
Irmãos, Zona Norte do Recife.
Condições de trabalho e reestruturação
da carreira estão entre as reivindicações dos docentes federais. A
categoria defende ainda o caráter público da universidade, além da
autonomia, valorização salarial de ativos e aposentados e retomada de
negociações com o governo. Além disso, pedem a reversão dos cortes no
orçamento e ampliação de investimento nas instituições.
Anunciado na última sexta-feira (22), o
corte do orçamento do Ministério da Educação foi de R$ 9,423 bilhões. Na
ocasião, o Ministério do Planejamento informou que o orçamento
continuará com valor acima do mínimo estabelecido pela Constituição, de
R$ 15,1 bilhões.
Durante uma reunião das Instituições
Federais de Ensino Superior (Ifes), 25 das 43 seções do Sindicato
Nacional (Andes-SN) foram favoráveis à deflagração da greve. A
Universidade Federal Fluminense (UFF) e a federal do Pará (UFPA) já
aprovaram o início da greve.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
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