A média para a
região no período é de 75,3 mm.
(Reprodução: Internet)
Desde 2004 não chovia tanto na Região Metropolitana do Recife
(RMR). A informação é da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) no
mês de janeiro. Segundo levantamento do órgão estadual, o volume de
chuva acumulado no mês, na RMR, até ontem era de 186,5 mm. A média para a
região no período é de 75,3 mm. Ou seja, choveu o correspondente a 245%
acima do que era esperado. A previsão do tempo para hoje na RMR é de
chuvas fracas e isoladas. Ontem, um efeito visível das chuvas podia ser
notado nas águas barrentas do Rio Capibaribe.
Segundo
o meteorologista Roberto Pereira, da Apac, o volume de chuvas é
provocado pelo Sistema Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan). O
sistema se forma a 12 mil metros de altitude. “É como um disco de vinil.
A região que está nas bordas recebe chuva e as que estão no centro
sofrem ausência de chuva. Ou seja, o centro fica com tempo bom e a borda
tem nebulosidade e ocorrência de chuva”, comparou.
O
Vcan tem cerca de dois mil quilômetros de comprimento e está atuando na
região Nordeste, o que explica as últimas chuvas. “Hoje, por exemplo,
ele está provocando precipitações entre Alagoas e Ceará”, informou
Pereira. O sistema está atuando no Nordeste desde o começo do mês e pode
durar de dois dias até um mês. “No entanto, a passagem de um outro
sistema meteorológico pode torná-lo ativo novamente”, acrescentou
Pereira. No ano passado, o Vcan passou menos tempo sobre o Nordeste, o
que explica o maior volume de chuvas agora.
Além
disso, este é um ano de atuação do El Niño no Oceano Pacífico, o que
torna o Vcan mais intenso. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento
anormal das águas do Pacífico. Quando ele manda ar mais frio e seco para
o Nordeste, inibe as chuvas na região. “Nessa época ele está mais
constante no Maranhão. Em fevereiro e março, ou seja, nos meses que mais
chove no estado, ele vai estar sobre Pernambuco, inibindo as
precipitações”, explicou o meteorologista.
Na
última terça-feira, meteorologistas de todo o país se reuniram na sede
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e
divulgaram a previsão climática para o trimestre de fevereiro a abril.
Para Pernambuco, a previsão é de possibilidade de chuvas dentro do
normal climatológica para todo o setor leste do estado, que compreende
as mesorregiões do Litoral e Zona da Mata, e de normal a abaixo da
climatologia para as demais mesorregiões, que compreendem o Agreste, o
Sertão e o Sertão de São Francisco.
Segundo a
Compesa, o nível das barragens na RMR, no entanto, não foi alterado
significativamente pelas últimas chuvas. No interior, a barragem de
Algodões, em Ouricuri, está com 0,8% de sua capacidade. A de Jucazinho,
em Surubim, está com 1,7%.
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário