Das
21 variedades que estão sendo lançadas este ano pela Rede, três pela Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE).
(Reprodução: Internet)
A Ridesa substituiu o Programa Nacional de Melhoramento da
Cana-de-açúcar (Planalsucar), criado pela União na década de 70, cujo
objetivo era promover a melhoria dos rendimentos da cultura, tanto no
campo quanto na indústria. As dez universidades federais absorveram as
pesquisas, os recursos humanos e técnicos e a infraestrutura do
Planalsucar, disse hoje (6) à Agência Brasil o coordenador do Programa
de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar na Universidade Federal do
Paraná (UFPR), professor Ricardo Augusto de Oliveira.
Das
21 variedades que estão sendo lançadas este ano pela Rede, que comemora
30 anos de criação, quatro foram desenvolvidas na UFPR, cinco pela
Federal de São Carlos (UFSCar), seis pela Federal de Alagoas (Ufal), uma
pela Federal de Goiás (UFG), uma pela Federal de Viçosa (UFV), uma pela
Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e três pela Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE).
Evolução
Considerando
os 50 anos de pesquisa de melhoramento genético, desde a criação do
Planalsucar, foram desenvolvidas 114 variedades de cana-de-açúcar no
Brasil. O principal volume, estimado em mais de 70 variedades liberadas
para o setor agrícola, ocorreu nos últimos 30 anos, já com a Ridesa,
salientou Oliveira. “Foi uma sequência de evolução de um trabalho feito a
longo prazo.”
Oliveira explicou que, como se
trata de uma grande malha de pesquisa espalhada por todo o país, são
desenvolvidas variedades para todas as regiões, com as características
específicas de manejo e clima. “São variedades desenvolvidas nessas
realidades. Então, tem variedades que têm maior teor de sacarose, que
são precoces para início de safra; e há variedades mais rústicas,
recomendadas para ambientes de mais restrição ambiental, isto é, menor
fertilidade do solo, menor disponibilidade hídrica”. Há também
variedades de alto poder produtivo em vários locais.
Segundo
Oliveira, todas as novas variedades representam algo que está sendo
considerado o melhor para cultivo e atendem, em várias lacunas, a
demanda dos agricultores, dos produtores de etanol e açúcar.
Quando
a Ridesa foi criada, apenas 5% de toda a área com cana-de-açúcar eram
cultivados com variedades da sigla RB. Depois de 30 anos de pesquisa, o
território que apresenta tais cultivares elevou-se para 60%, incluindo a
safra 2020, o que equivale a 8,5 milhões de hectares, conforme
estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso
significa uma contribuição de mais de 12% na matriz energética do
Brasil.
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br
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