Gedalia Tauber preso no aeroporto de Fiumicino, em Roma (Fonte: Divulgação)
Polícia Federal em Pernambuco enviou, na última segunda-feira, um
delegado e um agente federal da Interpol de Pernambuco à Itália para
realizar a extradição do ex-oficial do exército israelense Gedalia
Tauber, de 78 anos, foragido da "Operação Bisturi”. O estrangeiro era
procurado internacional e foi preso em junho do ano passado no aeroporto
de Fiumicino, em Roma, quando tentava entrar na Itália vindo de Boston,
nos Estados Unidos.
Ao tomar conhecimento dua prisão, o Governo Brasileiro, por meio de
um pedido formalizado pela Vara de Execuções Penais/PE ao Ministério da
Justiça, fez um pedido ao Governo Italiano de extradição do ex-oficial
israelense. O pedido foi baseado no tratado bilateral de reciprocidade
entre os dois países, que foi deferido pelo Ministro da Justiça Italiana
no dia 16 de julho de 2014 e comunicada por Nota Verbal pelo Ministério
das Relações Exteriores da Itália à Embaixada do Brasil em Roma.
Com chegada prevista para o próximo sábado, Gedalia será encaminhado
para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel),
onde ficará à disposição da 1ª Vara Regional de Execução Penal. O
ex-foragido terminará de cumprir a pena de 11 anos e 9 meses, por
tráfico de órgãos e formação de quadrilha, da qual faltam 4 anos e 9
meses.
Gedalia Tauber estava foragido desde 2009, quando recebeu autorização
da Justiça Estadual de Pernambuco para viajar por 30 dias e não voltou
mais ao Brasil. Tauber foi preso em junho no aeroporto de Fiumicino, em
Roma, quando tentanva entrar na Itália vindo de Boston, nos Estados
Unidos. Policiais italianos desconfiaram que seu passaporte era falso e o
interrogaram após fazer uma pesquisa na base de dados da Interpol.
A "Operação Bisturi" foi iniciada em março de 2003 e concluída em
dezembro do mesmo ano. A operação desarticulou uma quadrilha de tráfico
internacional de pessoas para retirada de órgão no Brasil com
ramificações na África do Sul e em Israel. A quadrilha aliciava cidadãos
em situação financeira difícil no Recife e em cidades do interior de
Pernambuco para a retirada dos rins. Os órgãos eram transplantados em
pacientes de Israel e África do Sul, aplicando um golpe no sistema de
saúde dos países, que indenizava cada cirurgia com o valor de U$ 150
mil.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
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