segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Espécie de tubarão encontrado em Maria Farinha não tem registro de ataques em Pernambuco



Foto: Reprodução/ WhatsApp 
(Reprodução: WhatsApp)

Deve se tratar de um animal da espécie tubarão-azul (Prionace glauca), o tubarão encontrado na manhã deste domingo na Praia de Maria Farinha, no município de Paulista, Litoral de Norte de Pernambuco. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Pernambuco, a espécie não consta na lista de fauna aquática ameaçada de extinção e não foram encontrados registros de ataques causadas por esta espécie em Pernambuco.

O animal foi localizado por banhistas, gerando tumulto no local. Uma pessoa chegou com um arpão e acertou o tubarão, que foi puxado até a praia, onde teria levado pedradas e pauladas.

No início de dezembro, a atuação do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) foi criticada durante audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

As estatísticas de redução em 95% no número de ataques de tubarões na costa pernambucana e da captura para monitoramento de 94 tubarões de alto risco (cabeça-chata e tigre) foram contestadas por estudiosos e interessados no tema. “O Cemit compara os dados do Recife com os de países inteiros. Por exemplo a Austrália, que tem uma costa duas vezes maior que a do nosso país”, afirmou na ocasião o coronel dos bombeiros Neif Souza. “Se comparassem com uma cidade australiana, mostraria que não são baratos ao custarem R$ 1,5 milhões anuais e nem exitosos como se dizem”, disparou o coronel.

Além disso, há uma subnotificação dos casos, segundo Neif. “Estudo os ataques desde os anos 1980. Sei que no Instituto Médico Legal, muitos casos não são registrados como ataques de tubarão. São várias críticas ao trabalho, inclusive porque estão fazendo as mesmas pesquisa ao longo dos anos e não há nada em termos de segurança pública. A praia está fechada”, argumentou.

O engenheiro de pesca Paulo Pantoja, da Propesca, criticou as medidas utilizadas até então. Segundo ele, a importância das pesquisas é inconstestável, mas medidas práticas são imperativas. “A pesquisa atual sobre derivação de corpos é um atestado de que não há solução para o problema. Isso é um absurdo. Temos tecnologia pernambucana para fazê-lo e casos de sucesso de empresas estrangeiras que resolveram o problema”, explicou. Para ele, é necessário que seja implementada uma tela de proteção associada a boias eletromagnéticas que repelem os tubarões.

“O ideal é a recuperação ambiental, que é uma solução a longo prazo e quase uma utopia. O Capibaribe tem nível de oxigênio de zero e os estuários estão poluídos. O Cemit traz pesquisas com variáveis não controladas para dizer que os tubarões não estão famintos, mas isso não é verdade”, afirmou o engenheiro de pesca. 

Fonte: www.diariodepernambuco.com.br

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