“Foi muita covardia. Jamais imaginei que pudesse ser atacado por um
oficial, ele devia ajudar a gente, dar apoio”. As palavras foram do
segurança agredido por um policial militar em um bar no bairro do Derby,
Zona Norte do Recife. “Foi um milagre eu estar vivo, não estar com o
crânio quebrado”, analisa. Depois de receber socorro médico, o segurança recebeu atestado para
ficar sete dias em casa e depois deve retornar ao hospital para retirada
dos pontos.
O caso ocorreu na noite de sábado (13). O tenente da Polícia Militar
passou a madrugada bebendo com amigos. Quando o bar estava fechando, ele
pediu mais uma bebida e foi buscar sozinho. O segurança reclamou e saiu
de perto dele. Minutos depois o tenente e um amigo agridem o segurança a
chutes, pontapés e tijoladas. Uma câmera de segurança registrou tudo.
O segurança contou que estava na frente do bar depois do fim do pagode.
“Estavam o policial que me agrediu, dois amigos e três amigas. Ele
queria cerveja de todo jeito. O garçom e o gerente tinham dito que não,
que o caixa já tinha fechado. Ele simplesmente se levantou, botou a mão
no freezer e pegou a cerveja a pulso”, relata.
Ele tentou impedir o policial. “Eu simplesmente não deixei. Disse ‘bote
a cerveja lá, o senhor não pode meter a mão aí, só quem pode é o
garçom. Tu é policial na rua, fardado, aqui tu não é nada’. Ele alegou
que era policial e eu disse: ‘Como policial o senhor tem que dar o
exemplo’. Aí eu acho que ele não gostou, sentou pra beber. Quando
levantou, foi pro meu lado, puxou a pistola, eu não pude fazer nada”,
conta.
O segurança afirma ter levado duas coronhadas do policial. “Depois eu
apaguei. Disseram que eu me levantei depois, com a cabeça cheia de
sangue, mas eu não lembro de nada. Aí depois um rapaz deu umas pedradas
na minha cabeça. Ele ainda mostrou a carteira lá, ‘eu sou policial
militar’. Ele já veio pro meu lado com a pistola, eu não podia fazer
nada. Foi muita covardia”, disse.
A Assessoria de Comunicação da Polícia Militar informou que a PM reprova a atitude do tenente e explicou que foi aberta uma sindicância para apurar o que aconteceu. O prazo para concluir a investigação é de trinta dias. Durante esse período, o tenente vai continuar trabalhando. O caso também está sendo investigado pela segunda Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) – inclusive para identificar o outro agressor que aparece nas imagens. A delegada responsável é Andréa Borégas.
A Assessoria de Comunicação da Polícia Militar informou que a PM reprova a atitude do tenente e explicou que foi aberta uma sindicância para apurar o que aconteceu. O prazo para concluir a investigação é de trinta dias. Durante esse período, o tenente vai continuar trabalhando. O caso também está sendo investigado pela segunda Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) – inclusive para identificar o outro agressor que aparece nas imagens. A delegada responsável é Andréa Borégas.
Fonte: g1.globo.com
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