A Polícia Civil de Pernambuco desarticulou, na manhã desta sexta-feira (19), três organizações
criminosas acusadas de narcotráfico e homicídios na Região
Metropolitana do Recife. As facções agiam nas cidades do Recife, Olinda, Paulista e Itamaracá e contavam com a participação de pelo menos 47 pessoas. Dos suspeitos,
29 já estavam no sistema prisional. Os 18 que ainda estavam em liberdade
foram presos nesta manhã.
Os suspeitos foram encontrados por 120 policiais durante a Operação
Guarita, deflagrada nesta sexta para cumprir 47 mandados de prisão e 18
de busca e apreensão vinculados às organizações criminosas. Segundo o
diretor de polícia especializada, delegado Joselito Amaral, a operação é
o resultado de seis meses de investigação e todos os mandados foram
cumpridos até as 7h30 da manhã. Das 47 ordens de prisão, 29 foram
entregues a detentos e 18 resultaram em novas prisões. Ao cumprir os
mandados de busca e apreensão, os policiais ainda encontraram armas,
drogas e veículos.
“Foi uma operação coroada de êxito. Conseguimos desarticular três
facções com atuação muito ampla na RMR. Elas são acusadas de
narcotráfico e costumavam matar com uma frequência muito grande. Os
homicídios sempre eram praticados em razão do tráfico de drogas”,
explica o delegado. Ainda segundo o diretor de polícia, os três grupos
sempre agiam com a ajuda de um sentinela, “aquela pessoa que informava a
aproximação da polícia e era olheiro das facções”. Por isso, a operação
foi batizada de Guarita.
Entre os presos, há quatro mulheres acusadas de comandar as bocas de
fumo pertencentes às facções e levar entorpecentes para dentro dos
presídios, já que muitos dos envolvidos já estavam na prisão. Após
prestar depoimento, elas foram encaminhadas à Colônia Penal Feminina do
Bom Pastor. Já os outros 14 presos foram levados para o Centro de
Triagem de Abreu e Lima (Cotel).
Com as prisões, a polícia espera uma redução significativa da
criminalidade na Região Metropolitana do Recife, principalmente no
quesito narcotráfico e homicídios nas cidades de Olinda, Paulista e Itamaracá, onde ocorreu a maior parte das ordens judiciais.
Fonte: g1.globo.com
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