(Reprodução: Internet)
A partir desta quinta-feira, 1º de janeiro, as montadoras vão voltar a
pagar a alíquota cheia do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
para automóveis, que ficou reduzida de maio de 2012 até o último dia de
2014. Com isso, o governo espera arrecadar até R$ 5 bilhões a mais neste
ano com o imposto na comparação com o ano passado.
A indústria deve repassar o aumento do imposto para os preços, mas, oficialmente, a Anfavea
(Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirma
que a decisão é individual — cada empresa vai definir quando e quanto do
aumento do IPI repassará aos preços finais dos veículos. A alíquota dos modelos 1.0, atualmente em 3%, sobe a partir de hoje
para 7%. Para os carros equipados com motores entre 1.0 e 2.0, o imposto
passa de 9% para 11% nos veículos flex. E com motor acima de 2.0
litros, o IPI sobe de 10% para 13% — sendo estes movidos somente a
gasolina.
O retorno da alíquota foi uma das últimas decisões tomadas pelo
ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se despede do cargo após 8
anos e 9 meses no comando da economia. Mantega manteve reuniões com a
Anfavea entre outubro e novembro para negociar a recomposição do IPI a
partir de janeiro. O ministro afirmou nos encontros, segundo relatos de
empresários, que "um aumento do imposto era inexorável, viria com ou sem
ele".
O objetivo de Mantega era preparar o setor para a elevação, de forma a
estimular as montadoras a realizarem promoções no mês de dezembro. As
empresas entenderam o recado e praticamente todas as companhias lançaram
campanhas publicitárias anunciando o fim do benefício para aumentar as
vendas no último mês do ano.
Apesar disso, ainda existia uma certa esperança entre as montadoras de
que o aumento pudesse ser escalonado, como ocorreu em outras ocasiões.
Mas nesta quarta-feira (31), contudo, em conversas por telefone com
membros da equipe econômica, foi confirmada a volta integral do imposto.
Segundo a Anfavea, o repasse integral do IPI resultaria em um aumento
de 4,5% nos automóveis 1.0. De acordo com fontes do governo, os
empresários afirmaram em reuniões técnicas que os preços baixos podem
ser sustentados ainda ao longo de janeiro, de forma a desovar estoques
acumulados. Os aumentos de preços devem começar somente entre o fim do
mês e início de fevereiro.
A nova equipe econômica, encabeçada por Joaquim Levy na Fazenda e por
Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento, é totalmente favorável à
elevação do IPI para a indústria automobilística. O imposto continuará
baixo, no entanto, para os fabricantes de eletrodomésticos da linha
branca e para os materiais de construção.
Fonte: noticias.r7.com
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