Peritos criminais federais analisam computadores, discos rígidos
e CDs encontrados nas casas dos suspeitos para constatar se vídeos
ilegais foram compartilhados na internet.
(Foto: Divulgação / PF)
Um homem foi preso por manter mídias de pornografia infantil em sua
residência, localizada no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do
Recife. A casa foi revistada na quarta-feira (11) por policiais
federais, após um ano de investigação. Depois de prestar depoimento, no
entanto, o acusado pagou um salário mínimo de fiança e foi liberado.
Segundo a Polícia Federal, ele pode voltar a ser preso se for constatado
que o material estava sendo compartilhado na internet. Mais duas
pessoas estão sendo investigadas.
"No primeiro momento, ele só foi autuado por armazenamento de mídia
pornográfica. Nesse caso, o crime é afiançável, por isso ele foi
liberado. Mas, se a perícia detectar que ele estava publicando esses
vídeos na internet, ele voltará a ser indiciado por compartilhamento de
conteúdo pornográfico infantil. Nesse caso, a pena é mais dura e pode
chegar a 12 anos de reclusão", explicou o assessor e comunicação da
Polícia Federal em Pernambuco, Giovani Santoro.
Santoro ainda disse que o valor da fiança é determinado de acordo com a
condição financeira do acusado. "Como ele estava desempregado, a fiança
foi de apenas um salário mínimo [R$ 788]. Mas, se fosse um empresário,
por exemplo, esse valor seria maior", esclareceu. Segundo a polícia, o
material pornográfico que provocou a prisão do homem foi encontrado seu
notebook, além de CDs e discos rígidos (HDs) encontrados na sua casa. O
material continua sendo analisado por peritos criminais para constatar
se os vídeos eram compartilhados na internet.
A Polícia Federal também está periciando computadores, discos rígidos,
fitas de vídeo, CDs e celulares de mais dois suspeitos. O material
também foi apreendido na quarta em outras duas residências. Caso algo
ilegal seja detectado, os proprietários dos computadores poderão ser
autuados por armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil.
“Nesses casos, não foi encontrado nada suspeito na perícia inicial,
como aconteceu com o acusado que foi preso. Por isso, o material está
sendo analisado detalhadamente”, explicou Santoro. Segundo ele, as
perícias devem ser concluídas em um mês.
As investigações fazem parte da operação Alcateia Cibernética, que
cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no Recife na quarta. Os
endereços foram localizados através de levantamentos feitos pela Polícia
Federal de perfis suspeitos de estarem trocando, publicando e
armazenando vídeos e imagens contendo pornografia infantil na internet.
Fonte: g1.globo.com
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