Gravuras rupestres são encontradas na Zona Rural de Petrolina
(Foto: Reprodução/TV Grande Rio)
(Foto: Reprodução/TV Grande Rio)
Há um ano, gravuras rupestres foram descobertas no distrito de Rajada, na Zona Rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Contudo, este sítio arqueológico continua aberto e sem nenhum tipo de proteção.
No local foram colocadas placas que alertam os visitantes para a
importância da preservação do espaço. Mas ainda é encontrado lixo,
dejetos, caixas, garrafas plásticas e mato. O professor Genivaldo
Nascimento cobra proteção do patrimônio histórico. “Esse espaço é da
prefeitura e o que foi feito ficou a desejar, porque não há uma
preocupação em proteger, em ter seguranças aqui, ter muros. Não estão
levando tão a sério esse espaço histórico e importante para Rajada e
para Petrolina”, destaca.
A equipe de arqueólogos do Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan), esteve em Rajada e realizou um mapeamento
das gravuras rupestres. Outros sítios foram encontrados. Um deles fica a
25 quilômetros de Rajada e 300 metros de caminhada. Foram achadas
rochas e gravuras rupestres em formatos de círculo, e até uma com alguns
riscos que se assemelha a figura de um homem.
Para o professor de história da Universidade de Pernambuco, Raul
Goiana, que também fez a visita na área, ainda não se pode datar e fazer
afirmações sobre os achados arqueológicos na região. "Um material
riquíssimo com gravação em pedra, mas é muito cedo para gente fazer
qualquer tipo de afirmação em relação aos significados e formas. Nós
estamos bem no trabalho inicial mesmo de demarcação desse sítio”,
destaca.
Além do sítio das pedras, existem mais três sítios arqueológicos na
região de Rajada, reconhecidos pelo Iphan e que ficam em propriedades
particulares. Nestes casos, a responsabilidade de conservação é do dono
do terreno. Já a manutenção e a conservação do sítio das pedras, que
fica dentro da zona urbana de Rajada. Segundo o Iphan, é a Prefeitura de
Petrolina que é responsável.
O instituto informou que aguarda um projeto de preservação da área, que
ficou de ser feito pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), mas
não foi entregue. A agência informou que já tem um projeto, mas não
informaram o motivo de não ter sido feito o envio do documento para
aprovação do Iphan.
Fonte: g1.globo.com
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