O bioma está se degradando devido as ações do homem.
(Reprodução: Internet)
Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga é, também, o menos
conhecido e estudado pelos pesquisadores no País. Hoje (28), data em que
é celebrado o Dia Nacional da Caatinga, entidades não governamentais do
Sertão pernambucano enfatizam a importância da conservação das riquezas
naturais para o desenvolvimento do bioma.
A caatinga ocupa 11% do território nacional e se espalha por dez
estados do Brasil, com várias espécies de animais e plantas ameaçadas
pelo desmatamento, as queimadas e a caça ilegal. No Estado, o bioma se
encontra presente no Sertão e Agreste e tem como principal
característica a vegetação seca, em consequência das chuvas irregulares
da região.
Em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, o Sindicato de
Trabalhadores Rurais (STR), a Casa da Mulher do Nordeste e outras
entidades formaram o grupo Fé e Política para conscientizar a população
sobre desenvolvimento sustentável e combate à degradação dos
ecossistemas do local.
O bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egídio Bisol,
coordenador do grupo, explicou que, hoje, a principal preocupação das
organizações é combater a extração clandestina de madeira destinada à
indústria de carvão, de gesso e de cerâmica nos municípios da região. As
entidades exigem do governo uma fiscalização permanente. “Estamos
pressionando o Estado para que reforcem o controle na retirada de
madeira na caatinga. A situação é muito grave em municípios como São
José do Egito, Iguaraci e Tuparetama”, afirmou.
De acordo com a coordenadora do STR de Afogados da Ingazeira, Maria
das Dores Siqueira, além do desmatamento, a população retira uma grande
quantidade de areia do rio Pajeú para vender a construtoras. “Temos
consciência de que muita gente se sustenta com a extração de recursos do
bioma, mas é preciso implantar políticas públicas direcionando um
aproveitamento consciente”, declarou.
A coordenadora do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga
(Cemafauna), Patrícia Nicola, informou que a caça ilegal de animais, no
bioma, é voltada à domesticação. “Aves de canto, gatos selvagens e
répteis são retirados da natureza para serem criados como bichos de
estimação”, informou a gestora do centro, localizado em Petrolina. “As
queimadas também prejudicam os animais, muitos chegam a nós machucados,
cheios de queimaduras”, completou.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a caatinga e o cerrado são os
únicos biomas brasileiros não considerados Patrimônio Nacional. Há cinco
anos, tramita no Congresso um projeto de emenda à Constituição Federal,
a PEC 504/2010, que pode incluir os biomas na lista e reforçar sua
preservação.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
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