Para se aposentar é necessário somar (Idade + Tempo de Contribuição) obtendo como resultado (85 anos/mulheres e 95 anos/homens). (Reprodução: Internet)
A nova regra para o cálculo das aposentadorias, anunciada nesta
quinta-feira (18) pelo governo, começa a valer imediatamente, com a
chamada fórmula 85/95. A partir de agora, para se aposentar com direito
ao benefício integral o trabalhador vai somar o tempo de contribuição e a
idade até chegar a 85 anos, paras mulheres, e 95 anos, no caso dos
homens. A partir de 2017, este cálculo será acrescido de um ponto a cada
dois anos, até 2019. Daí em diante, um ponto a cada ano até chegar a 90
(mulheres)/100 (homens), em 2022.
A mudança foi criada por medida provisória, que tem efeito imediato e
validade de 120 dias até que seja aprovada pelo Congresso e se torne
definitivamente lei. “A regra vale no momento em que se deu a opção do
trabalho pela aposentadoria”, explicou o ministro da Previdência, Calos
Gabas. O trabalhador que entrou com o pedido até ontem (17) não está
enquadrado nas novas regras e poderá ter a aposentadoria calculada
somente pelo fator previdenciário.
Para os novos pedidos poderá ser aplicado o fator previdenciário ou a
fórmula 85/95 com progressividade. Quem decidir se aposentar sem atingir
o número de pontos da nova fórmula no momento do pedido, poderá dar
continuidade ao requerimento que seguirá as regras de correção pelo
fator, reduzindo o benefício de quem para de trabalhar mais cedo,
respeitados os 30 anos de contribuição mínima.
A nova regra não afeta o trabalhador rural porque a aposentadoria, neste
caso, segundo o ministro, é por idade, na condição de segurado
especial. No caso dos professores, será mantida a condição especial para
aposentadoria, com cinco anos a menos de tempo de contribuição que os
demais trabalhadores. “A medida provisória preserva a regra de cinco
anos a menos para professores do ensino infantil, fundamental e médio,
como a Constituição prevê”, explicou Gabas.
Segundo o ministro, a principal mensagem do Executivo aos trabalhadores e
aposentados é que governo tem cuidado com a Previdência a partir da
edição das novas regras de aposentadoria. “Nosso maior objetivo é a
manutenção da proteção previdenciária, por isso a adoção dessas regras.
Precisamos garantir a sustentabilidade da Previdência porque este é o
maior valor para o aposentado, a garantia de que ele continuará tendo
acesso a esse direito”, disse. Gabas reconheceu que a nova regra é uma
"solução momentânea" e que soluções para garantir a manutenção da
Previdência no longo prazo serão discutidas no fórum que o governo
criou, com a participação de empresários, centrais sindicais e
aposentados.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, lembrou que a medida não tem
impacto no resultado primário do governo (receitas menos despesas), mas
ajuda na sustentabilidade da Previdência. A meta de superávit primário é
1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Levy disse que o governo
continuará a fazer alterações microeconômicas que “ajeitam as coisas e o
modo de funcionar a economia”.
“[São mudanças] não só trabalhistas, mas na área de comércio exterior,
por exemplo. Na área tributária, quando a gente melhora a arrecadação do
PIS/Cofins. Essa agenda é exatamente a que a gente tem que fazer, ela
vai de mãos dadas com o ajuste. É essa agenda de fazer o Brasil mais
eficiente, o Brasil com menor custo”, destacou Levy.
Fonte: www.folhape.com.br
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