O paisagista levou a vegetação da caatinga para a Praça Euclides da Cunha, na Madalena.
(Foto: Diego Nigro/JC Imagem)
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou nesta
sexta-feira (11), por unanimidade, o tombamento de seis jardins públicos
criados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) na cidade do
Recife. Com a decisão, as áreas passam a ser reconhecidas como jardins
históricos e não podem ser descaracterizadas. Qualquer intervenção nas
praças precisam de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan).
Por determinação do Conselho Consultivo do Iphan estão protegidos os
jardins das Praças de Casa Forte, do Derby, Euclides da Cunha (defronte
ao Clube Internacional, na Madalena), Faria Neves (na frente do Parque
Estadual Dois Irmãos), Ministro Salgado Filho (acesso ao aeroporto, no
Ibura) e da República, incluindo os jardins do Palácio do Campo das
Princesas, no bairro de Santo Antônio.
As áreas serão inscritas nos quatro livros de tombo do Iphan:
Histórico, de Belas Artes, Etnográfico e Paisagístico. “É um dia
histórico” afirma a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do
Recife, Cida Pedrosa. Ela acompanhou a reunião, em Brasília, com a
arquiteta Ana Rita Sá Carneiro, coordenadora do Laboratório da Paisagem
da Universidade Federal de Pernambuco. O tombamento foi solicitado pela
laboratório, em 2008. “A espera valeu a pena”, comemora Ana Rita,
pesquisadora da obra de Burle Marx.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
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