A mineradora será instalada no município de Floresta, Sertão de Itapiraca.
(Reprodução: Internet)
Pernambuco vai passar a ter um projeto estruturador de exploração e
beneficiamento de titânio até 2019. Com um investimento da ordem de R$
200 milhões, investidores da família Tavares de Melo - assessorados pela
Casaforte Investimento - vão erguer uma mineradora, em Floresta, no
Sertão de Itaparica, com produção anual de 150 mil toneladas na lavra e
proveito físico da chamada ilmenita - uma das principais fontes minerais
de titânio. Quando estiver operando, a planta fabril vai gerar 250
empregos diretos e outros 600 indiretos.
Durante audiência, nesta quinta-feira (3), os empreendedores Marcos
Tavares Costa Carvalho e Romildo Tavares de Melo, do Grupo Tavares de
Melo; e Fernando Buarque e Roberto Cabral de Melo, da Casaforte
Investimentos, apresentaram o projeto ao governador Paulo Câmara.
"Estamos na fase pré-operacional, tirando as licenças ambientes para
darmos início à construção", explicou o diretor da Mineração Floresta,
Roberto Cabral de Melo.
Sem saber ao certo o tamanho da futura unidade fabril, Melo revelou que a
área total será maior que a construída. Expansões futuras, portanto,
estão nos planos da empresa.“Esse empreendimento vai contribuir para o
desenvolvimento do Estado e de uma região que carece de maiores
investimentos e alternativas econômicas. Vemos com muito entusiasmo,
ainda mais entusiasmo porque ele é fruto de um tradicional grupo
empresarial pernambucano”, celebrou o governador Paulo Câmara.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, "o
projeto é extremamente estratégico, pois além da geração de
oportunidades e renda no Sertão, seguindo a política de interiorização
do Governo, prevê ainda pesquisa e desenvolvimento de tecnologias
próprias, desenvolvidas em Pernambuco. Com isso, além de inserir o
Estado, com destaque, no mercado nacional, ainda irá fomentar a
estruturação de uma cadeia produtiva de ponta”, frisou.
O Brasil consome cerca de 180 mil toneladas por ano dos produtos
químicos e para atender a essa demanda é necessário importar de países
como Estados Unidos e China, além do mercado europeu. A única fábrica
brasileira desse segmento, localizada na Bahia, produz cerca de 50 mil
toneladas por ano de titânio. Logo, ela passa a ser a única no Brasil a
usar esse tipo de concentrado de ilmenita. "Não deixa, sim, de ser um
mercado. Mais existem outros no mercado internacional", contou Roberto
Cabral de Melo.
Fonte: www.folhape.com.br
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