O
valor passa de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64. O anúncio foi feito por Aloízio Mercadante. (Reprodução: Internet)
O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, anunciou, ontem, o novo
piso salarial dos professores da rede pública de educação básica. O
valor passa de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64 — reajuste de 11,36% — e já
está valendo. A mudança está prevista em lei, mas desagrada a
representantes dos estados e municípios, que temem não conseguir cumprir
a norma. Nesta semana, durante reunião com a pasta, eles pediram o
adiamento do aumento até agosto e sugeriram a redução do índice para
7,41%. Mercadante, no entanto, disse que não haverá alterações em
relação ao que prevê a legislação.
“O índice é
este, a lei é esta e nós estamos cumprindo o que ela estabelece”,
atestou o ministro. Ele reconheceu que, apesar de o aumento real do piso
desde que a lei entrou em vigor, em 2009, ter sido de 46%, esse
percentual não foi acompanhado pelo crescimento da receita dos
municípios. “Isso tem gerado conflitos sindicais, greves prolongadas,
disputas judiciais, o que, evidentemente, não contribui para a qualidade
da educação no Brasil”, disse. O ministro pediu que sindicatos e
governos locais e estaduais entrem em acordo para encontrar uma política
de pagamento do piso que seja compatível com a situação fiscal de cada
região. “Não é com greve prolongada que a gente melhora a educação.
Então, é preciso diálogo.”
Só no ano passado, o
Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) registrou
paralisações em 14 unidades da Federação, muitas delas com duração de 40
a 70 dias. “Já temos relatos de estados e de municípios que estão
atrasando e parcelando salários”, afirma o presidente da entidade,
Eduardo Deschamps, secretário de Educação de Santa Catarina. Segundo
ele, os gestores que estão à frente das pastas de Planejamento,
Administração e Orçamento nos estados têm sinalizado que, diante da
queda de arrecadação, será difícil aplicar o reajuste e, mesmo que
consigam, há a possibilidade de faltar verbas para outras ações ligadas à
educação, como compra de equipamento, de material de didático e
serviços necessários para o funcionamento das unidades escolares. Outro
efeito possível, de acordo com Deschamps, é o achatamento da carreira,
uma vez que aumento semelhante não poderá ser dado aos profissionais que
não se encontram mais no nível inicial do magistério público.
O
piso salarial dos docentes é reajustado anualmente de acordo com a
variação no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais
da Educação (Fundeb). O cálculo do índice de reajuste anual fica a
cargo da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. O
vencimento inicial é pago a profissionais com formação de nível médio e
jornada de 40 horas semanais.
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br
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