A cana de açúcar foi uma das responsáveis pelo aumento na produção industrial.
(Reprodução: Internet)
A produção de alimentos, em especial do açúcar, motivou o aumento de
3,5% da produção industrial de novembro de Pernambuco. O levantamento
mensal foi divulgado, nesta terça-feira (12), pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), e apontou que a produção caiu em 9 dos 14 locais pesquisados. Pernambuco registrou a maior alta no país.
As maiores baixas partiram do Espírito Santo (-11,1%), do Ceará (-4,5%) e de Minas Gerais (-4,0%). Pernambuco registrou o maior crescimento ,seguido por Pará (1,9%), Santa Catarina
(1,8%), Rio de Janeiro (1,2%) e Rio Grande do Sul (1,1%). Em relação ao
mesmo mês de 2014, a queda da produção pernambucana foi de apenas 1% - a
queda média nacional foi de 12,4%.
O economista da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco
(Fiepe), Thobias Silva, aponta que o setor de alimentos vem apresentando
um bom desempenho no estado. “A produção de alimentos, como a do
açúcar, salamaria, embutidos, sorvete, por conta do ciclo de final de
ano, eles puxaram esse aumento”, avalia Silva. Em outubro, o estado já
havia registrado aumento de 0,5% na produção.
Um dos produtos com destaque no período foi o açúcar. “A gente teve
muita exportação de açúcar. Ele é um produto pernambucano muito forte,
com foco de exportação muito grande, mas é muito volátil. Quando você
não tinha correção da gasolina, vimos usinas fechando”, recorda o
economista.
Além da produção de alimentos, Pernambuco ainda conta com fatores
conjunturais, como os maciços investimentos dos últimos anos e a vinda
de indústrias para o estado, como fábricas de bebidas para o Norte da
Região Metropolitana do Recife. Entretanto, a conjuntura nacional não
deixa de influenciar o estado, especialmente pelo perfil industrial do
estado.
“Pernambuco não é uma ilha. A nossa indústria é muito de mercado
interno, não temos um histórico de indústria exportadora. Esse é um ano
muito difícil, a economia dá sinais de debilidade e isso atinge o
estado. Provavelmente, teremos momento de oscilação. Setores que estão
bem, que tem baixa elasticidade como alimentos, tendemos a ver um
desenvolvimento, mas menor do que teríamos fora dessa conjuntura”,
avalia Silva.
A quede de 1% em relação a novembro de 2014 sofre influência pelos
ramos de outros equipamentos de transporte (-35,7%), de bebidas
(-16,9%), de outros produtos químicos (-15,7%) e de produtos de metal
(-19,0%). Em contraponto, o setor de produtos alimentícios vem com
aumento de 16,9%, contrabalançando.
Fonte: g1.globo.com/pernambuco
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