Pernambuco conta com 25 representantes na Câmara dos Deputados.
(Reprodução: Internet)
Na semana em que a crise política
atingiu a temperatura máxima e o processo de impeachment começou a
tramitar na Câmara, a bancada federal de Pernambuco assumiu novas
posturas e deputados, até então indecisos, passaram a integrar fileiras
pró-impeachment. Embora no papel o governo tenha maioria na Casa, a base
de parlamentares do Estado que apoiava a presidente desidratou. A
maioria é declaradamente a favor do impedimento. Sobraram só dois
soldados, cujas posições pró-Dilma sempre foram claras: Silvio Costa
(PTdoB) e Luciana Santos (PCdoB). A mudança de lado mais significativa
veio do PSB, onde boa parte dos membros deram declarações a favor do
impedimento.
Na tentativa de traçar um cenário de
como pensam os políticos em meio à enxurrada de cobranças, o JC
procurou os 25 representantes do Estado. Desse total, 13 apoiam o
impedimento de Dilma. Outros quatro ainda não definiram o lado que
rumarão e seis não foram localizados. Dois são contra.
Desde que as contas da presidente
chegaram ao Congresso e o impeachment ganhou força, a postura de
deputados pernambucanos mudou. Mas a virada aconteceu na semana passada
após a divulgação dos diálogos entre Dilma e Lula. Dos quatro
representantes estaduais na comissão do impeachment que vai avaliar o
impedimento, dois se declararam a favor (Fernando Filho e Mendonça
Filho, os outros dois são Tadeu Alencar e Sílvio Costa).
Dos três suplentes, dois também são
favoráveis e um ainda está indeciso. O Pastor Eurico (ex-PSB e atual
PHS) é suplente e foi um dos que mudou de lado e admite a saída da
presidente. Junto a ele está João Fernando Coutinho (PSB), também
suplente. Um deputado que ainda não definiu posição foi Ricardo Teobaldo
(PTN). Quando integrava as fileiras petebistas, ele era contra. "Nós
vamos ter reunião da bancada amanhã (hoje), em Brasília, e tomar uma
decisão".
PRESSÃO NA REDE
Redes sociais, em especial o Facebook,
tornaram-se um mural de cobranças. No perfil de quase todos os deputados
jorram pedidos para acatar ou rejeitar o impeachment. Uma das mais
curiosas é a de Gonzaga Patriota (PSB). Na página, as súplicas pendem
para os dois lados. Há quem defenda a saída de Dilma e outros querem que
ele defenda trajetória mais à esquerda do PSB.
Outro que vive um impasse é Jorge Corte
Real (PTB). Ele diz que ainda está avaliando o "day after" caso haja o
impeachment. "É preciso ver com muita calma, não é só tirar (Dilma)",
explicou. O parlamentar diz que está ouvindo industriais, trabalhadores e
correligionários. Além de deputado, ele é diretor-presidente da
Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) e também sofre pressão da
categoria. "Todos estão sofrendo muita pressão. Eu sofro dos dois
lados. Entidades ligadas aos trabalhadores se colocam muito fortemente,
por um posicionamento nosso contra o impeachment", diz.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário