"Eu não posso dizer o que vai acontecer até 2018 no cenário em que estamos. Mas posso garantir que em 2016 teremos 2 milhões", afirmou o Ministro. (Reprodução: Internet)
O ministro da Educação,
Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (9) que não tem como prever que
o governo federal cumprirá meta de criação de 12 milhões de vagas no Pronatec
(programa de ensino técnico e qualificação profissional) até o final de 2018.
Segundo ele, diante do cenário
de crise econômica, não é possível afirmar hoje se será realizado o
compromisso, que foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado.
Em junho, em cerimônia de
lançamento da segunda etapa do programa federal, a petista afirmou que a
criação de 12 milhões de vagas era um número "viável".
"Eu não posso dizer o que
vai acontecer até 2018 no cenário em que estamos. Mas posso garantir que em
2016 teremos 2 milhões", disse. "Nós vamos aguardar o que vai
acontecer na economia, mas acredito que ela vai se recuperar e a receita vai
melhorar e poderemos acelerar a iniciativa", acrescentou.
A presidente Dilma Rousseff
anunciou nesta quarta-feira (9) a oferta neste ano de 2 milhões de vagas no
programa federal. O ministro afirmou que elas serão disponibilizadas a partir
de maio.
O montante corresponde a 40%
dos 5 milhões de vagas previstas para o período entre 2016 e 2019 -cifra bem
inferior aos 12 milhões até 2018.
A iniciativa, vitrine
eleitoral do segundo mandato da petista, teve neste ano um orçamento 65% menor
do que o referente a 2015.
É o segundo ano consecutivo,
desde que o governo federal adotou o lema "Pátria Educadora",que o
programa petista teve o orçamento reduzido.
AJUSTE
Em discurso, a presidente fez
uma defesa do ajuste fiscal e dos cortes realizados na área da educação.
Segundo ela, o governo federal não faz cortes para acabar com programas
fundamentais, mas para "preservar o que precisamos preservar".
"Reafirmo que, mesmo em
momento de crise e dificuldade que passamos, é importante entender por que
fazemos ajustes", disse. "Ajustar para preservar é o caminho que
estamos trilhando. O pais precisa de investimento para ultrapassar o momento e
voltar a crescer com maior qualidade e capacidade."
Fonte: www.folhape.com.br
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