terça-feira, 22 de março de 2016

Pernambucanos relatam momentos de pânico após ataques terroristas em Bruxelas



Luciana Maux em Bruxelas nos atentados (Foto: Divulgação) 
Luciana Maux  contou, por meio das redes sociais, como acompanhou os atentados em Bruxelas.
(Foto: Divulgação)

Pernambucanos que vivem em Bruxelas, capital da Bélgica, relataram os momentos de terror e tensão vividos durante e após a série de atentados que atingiu a cidade na manhã desta terça-feira (22) e deixou dezenas de mortos e feridos. A professora Luciana Maux, casada com um europeu, relatou, por meio das redes sociais, que está  triste, assustada, mas felizmente, bem. “Estou me tremendo até agora”, resumiu.

Luciana contou que também está com sentimento de alívio. E justificou: “Meu marido trabalha perto do metrô e usa esse transporte todos os dias, nesse horário. Graças a Deus, ele decidiu ir trabalhar, na Embaixada da Holanda, de carro. Nossa filha estava comigo em casa", disse aliviada.

O jornalista Fábio Jardelino, de 21 anos, que vive na Bélgica há um ano, acompanhou de perto a série de atentados. Por volta das 7h, relatou ter ouvido muito barulho perto de casa. “Está tudo muito confuso. Os transportes foram fechados e as comunicações estão cortadas”, comentou via Facebook.

Horas antes de falar ao G1, Fábio relatou os momentos de tensão vividos no momento dos primeitos ataques. "Mais duas explosões foram ouvidas no metrô de Bruxelas. Uma na estação Schuman (em baixo do prédio da Comissão Europeia) e outra na estação Maelbeek, uma depois da Schuman. Elas fazem as linhas 1 e 5 do metrô, as principais da rede ferroviária de Bruxelas. Não se sabe o número de mortos e feridos", diz o texto.

O jornalista também descreveu a confusão causada na cidade. "A todo o momento passam carros de polícia e ambulâncias. O exército está nas ruas. A indicação é ninguém sair de casa. Toda a internet no entorno das estações foi cancelada. O transporte público de Bruxelas também está parado, inclusive ônibus", escreveu Fábio em sua página pessoal no Facebook.

Segundo as autoridades belgas, os atentados terroristas deixaram dezenas de mortos e feridos no Aeroporto Internacional de Zaventem e na estação de metrô Maelbeek em Bruxelas, na Bélgica, na manhã desta terça-feira (22). O número de vítimas ainda é desencontrado. Os bombeiros falam em 11 mortos, mas a imprensa fala em pelo menos 26 mortos, além de 136 feridos. O número não para de crescer. As explosões levaram o país a entrar em alerta máximo para atentados terroristas.

Feridos em explosão no metrô de Bruxelas recebem socorro na calçada (Foto: AP) 
Feridos em explosão no metrô de Bruxelas recebem socorro na calçada. 
(Foto: AP)

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou o que classificou de "atentados cegos, violentos e covardes" que atingiram a capital belga. "Temíamos um atentado terrorista e aconteceu", lamentou.

Duas explosões ocorreram no aeroporto e os ataques foram foram provocados por um homem-bomba, segundo procuradoria local. Os ocorreram na área de embarque, perto de um balcão da companhia American Airlines. Vozes em árabe e tiros também teriam sido ouvidos no local, segundo a imprensa belga.

Uma terceira explosão atingiu a movimentada estação Maelbeek, que fica perto de um bairro onde parte das representações da União Europeia está sediada, segundo a CNN.

Embora os bombeiros tenham mencionado 11 mortos, o número de vítimas diverge entre as agências e jornais locais. A RTBF fala em 11 mortos apenas no aeroporto e 15 mortos, além de 55 feridos, na estação de metrô. O Le Monde diz que 28 pessoas morreram. O jornal La Libre diz que 136 ficaram feridos. A CNN fala que 130 ficaram feridos.

Um diplomata esloveno ficou ferido nos ataques. A imprensa local afirma que ele estava se deslocando para o trabalho de metrô no momento dos ataques, segundo a Reuters.

Ainda de acordo com a CNN, dezenas de pessoas foram retiradas de macas do aeroporto. As fotos do aeroporto mostram destroços e vidros quebrados. Imagens divulgadas pela BBC mostram a fumaça e a correria das pessoas para deixar o aeroporto.

Uma testemunha estava na área de embarque, entrevistada pela TV5, contou que logo após a primeira explosão houve um “momento de perplexidade”. Poucos instantes depois, veio a segunda explosão e “ninguém mais teve dúvida do ataque”, dando início à correria.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou que, nesse momento, a prioridade é estabilizar a situação: reforçar a segurança em alguns pontos onde os serviços de segurança temiam alguma ameaça e dar socorro às vítimas. O primeiro-ministro pediu calma e solidariedade para os compatriotas. “Nós estamos face a uma dificuldade, um desafio. Vamos enfrentar unidos e solidários”, declarou.

Ele disse que existe informações sobre mortos, mas não citou números. “Há muitos feridos, alguns, graves. É um momento negro para o nosso país”, afirmou.

Fonte: g1.globo.com/pernambuco

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