Luciana Maux contou, por meio das redes sociais, como acompanhou os atentados em Bruxelas.
(Foto: Divulgação)
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Pernambucanos que vivem em Bruxelas, capital da Bélgica, relataram os
momentos de terror e tensão vividos durante e após a série de atentados
que atingiu a cidade na manhã desta terça-feira (22) e deixou dezenas de
mortos e feridos. A professora Luciana Maux, casada com um europeu,
relatou, por meio das redes sociais, que está triste, assustada, mas
felizmente, bem. “Estou me tremendo até agora”, resumiu.
Luciana contou que também está com sentimento de alívio. E justificou:
“Meu marido trabalha perto do metrô e usa esse transporte todos os dias,
nesse horário. Graças a Deus, ele decidiu ir trabalhar, na Embaixada da
Holanda, de carro. Nossa filha estava comigo em casa", disse aliviada.
O jornalista Fábio Jardelino, de 21 anos, que vive na Bélgica há um
ano, acompanhou de perto a série de atentados. Por volta das 7h, relatou
ter ouvido muito barulho perto de casa. “Está tudo muito confuso. Os
transportes foram fechados e as comunicações estão cortadas”, comentou
via Facebook.
Horas antes de falar ao G1, Fábio relatou os momentos
de tensão vividos no momento dos primeitos ataques. "Mais duas explosões
foram ouvidas no metrô de Bruxelas. Uma na estação Schuman (em baixo do
prédio da Comissão Europeia) e outra na estação Maelbeek, uma depois da
Schuman. Elas fazem as linhas 1 e 5 do metrô, as principais da rede
ferroviária de Bruxelas. Não se sabe o número de mortos e feridos", diz o
texto.
O jornalista também descreveu a confusão causada na cidade. "A todo o
momento passam carros de polícia e ambulâncias. O exército está nas
ruas. A indicação é ninguém sair de casa. Toda a internet no entorno das
estações foi cancelada. O transporte público de Bruxelas também está
parado, inclusive ônibus", escreveu Fábio em sua página pessoal no
Facebook.
Segundo as autoridades belgas, os atentados terroristas deixaram
dezenas de mortos e feridos no Aeroporto Internacional de Zaventem e na
estação de metrô Maelbeek em Bruxelas, na Bélgica, na manhã desta
terça-feira (22). O número de vítimas ainda é desencontrado. Os
bombeiros falam em 11 mortos, mas a imprensa fala em pelo menos 26
mortos, além de 136 feridos. O número não para de crescer. As explosões
levaram o país a entrar em alerta máximo para atentados terroristas.
Feridos em explosão no metrô de Bruxelas recebem socorro na calçada.
(Foto: AP)
O primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou o que classificou
de "atentados cegos, violentos e covardes" que atingiram a capital
belga. "Temíamos um atentado terrorista e aconteceu", lamentou.
Duas explosões ocorreram no aeroporto e os ataques foram foram
provocados por um homem-bomba, segundo procuradoria local. Os ocorreram
na área de embarque, perto de um balcão da companhia American Airlines.
Vozes em árabe e tiros também teriam sido ouvidos no local, segundo a
imprensa belga.
Uma terceira explosão atingiu a movimentada estação Maelbeek, que fica
perto de um bairro onde parte das representações da União Europeia está
sediada, segundo a CNN.
Embora os bombeiros tenham mencionado 11 mortos, o número de vítimas
diverge entre as agências e jornais locais. A RTBF fala em 11 mortos
apenas no aeroporto e 15 mortos, além de 55 feridos, na estação de
metrô. O Le Monde diz que 28 pessoas morreram. O jornal La Libre diz que
136 ficaram feridos. A CNN fala que 130 ficaram feridos.
Um diplomata esloveno ficou ferido nos ataques. A imprensa local afirma
que ele estava se deslocando para o trabalho de metrô no momento dos
ataques, segundo a Reuters.
Ainda de acordo com a CNN, dezenas de pessoas foram retiradas de macas
do aeroporto. As fotos do aeroporto mostram destroços e vidros
quebrados. Imagens divulgadas pela BBC mostram a fumaça e a correria das
pessoas para deixar o aeroporto.
Uma testemunha estava na área de embarque, entrevistada pela TV5,
contou que logo após a primeira explosão houve um “momento de
perplexidade”. Poucos instantes depois, veio a segunda explosão e
“ninguém mais teve dúvida do ataque”, dando início à correria.
O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou que, nesse momento, a
prioridade é estabilizar a situação: reforçar a segurança em alguns
pontos onde os serviços de segurança temiam alguma ameaça e dar socorro
às vítimas. O primeiro-ministro pediu calma e solidariedade para os
compatriotas. “Nós estamos face a uma dificuldade, um desafio. Vamos
enfrentar unidos e solidários”, declarou.
Ele disse que existe informações sobre mortos, mas não citou números.
“Há muitos feridos, alguns, graves. É um momento negro para o nosso
país”, afirmou.
Fonte: g1.globo.com/pernambuco
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