Ex-senador Ney Maranhão estava com câncer.
(Foto: Vitor Tavares / G1)
(Foto: Vitor Tavares / G1)
O ex-senador Ney Maranhão, 88 anos, morreu na manhã desta segunda-feira
(11), no Hospital Jayme da Fonte, nas Graças, no Recife, por volta das
9h30 . A notícia foi confirmada por Eduardo Maranhão, neto do político.
Ele estava com câncer.
O corpo de Ney Maranhão será velado na Assembleia Legislativa de
Pernambuco e cremado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Região
Metropolitana do Recife. O horário do velório ainda está definido. O
corpo dele ainda permanece no hospital.
Ney Maranhão foi prefeito de Moreno (Região Metropolitana), deputado
federal por quatro legislaturas e senador da República de 1988 a 1995.
Também ocupou cargo de assessor especial do ex-presidente Fernando
Collor de Melo e e foi Presidente da Câmara de Comércio Brasil/China
Mercosul Pacífico.
Maranhão ficou famoso durante um período muito conturbado da recente
história política do Brasil: o impeachment do ex-presidente Color de
Mello. Com seu terno de linho e suas sandálias de couro inseparáveis,
ele ficou conhecido por integrar a tropa de choque colorida. Foi um dos
três senadores que votaram contra o impedimento do ex-chefe do Executivo
nacional. Era chamado de "Senador Boiadeiro' e ganhou fama nacional pela defesa das relações entre o Brasil e a China.
Frasista e contador de histórias, Maranhão adorava os causos do
interior de “antigamente”. E do folclore envolvendo as velhas figuras do
passado, como do pai, Constâncio Maranhão.
Ney costumava dizer o que o pai não gostava de cachorros. Por isso,
anda com uma onça. Colocava o bicho no banco do carro e saía.
Do pai, Ney também fazia questão de lembrar os conselhos. Dizia que
Constâncio o ensinou a ter palavra, ser grato e não adular macho.
Ressaltava, sempre com bom humor, os dois mais polêmicos. 'Quando
conselho não resolve, cacete funciona. Quando cacete não resolve, o 38
funciona.'
Repercussão
pelas redes sociais, os políticos manifestaram apoio aos familiares do
ex-senador. O primeiro foi Adilson Gomes Filho, prefeito de Moreno.
"Nossos sentimentos à familia e aos amigos", escreveu.
O vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB) também lamentou a
morte do ex-senador. "Tristeza pela morte, hoje, do amigo ex-senador Ney
Maranhão."
Fonte: g1.globo.com/pernambuco
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