terça-feira, 13 de novembro de 2018

Dom Helder Câmara está próximo de ser beatificado pelo Vaticano



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Dom Helder Câmara atuou em defesa dos mais necessitados e da liberdade de expressão em uma época difícil da história do Brasil, o regime militar. (Reprodução: Internet) 
 
O processo de beatificação e canonização de dom Helder Câmara está mais próximo do Vaticano, em Roma, Itália. Segunda-feira, após realização da missa que celebrou a contagem regressiva para o Congresso Eucarístico Nacional de 2020, na Matriz do Espinheiro, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, comunicou que a fase diocesana será concluída no dia 16 de dezembro, após três anos da abertura do procedimento. “Essa fase é referente ao recolhimento de vários depoimentos de pessoas que conviveram com dom Helder; os estudos escritos por ele e tudo que foi publicado sobre sua vida”, explicou monsenhor José Alberico, secretário geral do Congresso Eucarístico. 

A partir de agora, a documentação será enviada as comissões dos teólogos e dos bispos do Vaticano para formulação do parecer, inclusive, com as menções de milagres atribuídas ao sacerdote. “Já sabemos que há um milagre e que se conta que foi dom Helder, mas isso corre sob sigilo e só será divulgado após a beatificação”, afirmou Alberico. Trata-se de uma pessoa que foi curada pela interseção do bispo. Comprovado o milagre, o sacerdote poderá ser nomeado beato e passará para a fase da canonização. Nesta etapa, é preciso a comprovação de dois milagres para ser nomeado de santo. 

Professor da graduação de Teologia, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Degislando Nóbrega, falou sobre a importância desse processo e do que representa a santificação de dom Helder Câmara. “Será o reconhecimento da Igreja Católica a alguém que viveu e encarnou as grandes virtudes cristãs, da caridade e do amor. A santidade tem a ver com essa profunda intimidade com Deus, que transborda na vida. Então, quem conheceu dom Helder mais de perto percebeu essas características nele”, declarou. Um homem que não agia pelo ódio, mas pelo diálogo, atuante em defesa dos mais necessitados e da liberdade de expressão em uma época difícil da história do Brasil, o regime militar, é como muitos o descrevem. 

A Unicap em parceria com o Instituto Dom Helder Câmara (IDEC), tem um projeto de extensão do curso de História, que envolve pesquisa e organização de alguns aspectos da obra dele. 

“Ele não foi apenas o arcebispo de Olinda e Recife, ele era o bispo da Igreja como um todo, conforme se apresentou em seu discurso de posse. E este papel foi encarnado posteriormente muito bem, principalmente quando ele encarou a censura rígida no Brasil e estabeleceu os auditórios do mundo inteiro a sua tribuna”, destacou o professor do programa Ciências da Religião da Unicap, Newton Cabral. 

Fonte: www.folhape.com.br

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