Boechat era
apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista
IstoÉ.
(Reprodução: Internet)
O jornalista, apresentador e
radialista Ricardo Eugênio Boechat morreu no início da tarde desta
segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.
O jornalista estava em
helicópitero que caiu na Rodovia Anhanguera, em Saõ Paulo, e bateu na parte
dianteira de um caminhão que transitava pela via. O piloto também morreu no
acidente.
Boechat era
apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista
IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S.
Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo.
Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.
Boechat estava dando
uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta
segunda, de acordo com jornalistas da TV Band.
O jornalista da TV
Band, José Luiz Datena, anunciou a morte do colega às 13h51 durante programação
da emissora.
"Com profundo
pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o
jornalista, amigo, pai de família, companheiro, que na última quarta, que eu
vim aqui apresentar o jornal, me deu um beijo no rosto, fingido que ia
cochichar alguma coisa, e, no fim, brincalhão como ele era, falou: “É, bocão,
eu só queria te dar um beijo". Queria informar aos senhores que o maior
âncora da televisão brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de
helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo. Ele foi a Campinas fazer uma
palestra e o helicóptero que ele estava não chegou ao seu destino, que era o
heliporto da Band. Ele caiu no Rodoanel e bateu num caminhão e as pessoas,
segundo informações iniciais, teriam morrido na hora".
Acidente
O chamado de socorro foi feito às
12h14. A queda ocorreu perto do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo
Branco. De acordo com a CCR Rodoanel Oeste, que administra o Rodoanel, houve
uma terceira vítima com ferimentos, o motorista do caminhão.
Segundo informações iniciais, o
helicóptero era do hangar Sales, no Campo de Marte, na Zona Norte da capital
paulista, que ficou destelhado após um vendaval nas últimas semanas.
Foram enviadas ao menos 11
viaturas para o local. A Polícia Rodoviária Estadual informou que a alça de
acesso do Rodoanel à Rodovia Anhanguera precisou ser interditada. Já a rodovia
não teve bloqueio.
Investigadores do Quarto Serviço
Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV),
órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos
(CENIPA), começaram a investigação, que chamam de "ação inicial da
ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-HPG".
A ação inicial é o começo do
processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar
cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir
relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos. Segundo
nota, a investigação realizada pelo CENIPA tem o objetivo de prevenir que novos
acidentes com as mesmas características ocorram.
Carreira
Filho de diplomata,
Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai
estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.
Ao longo de uma carreira na década de 1970, esteve jornais como “O
Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”. Na década de
1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo.
O perfil de Boechat no
site da Band News FM informa que ele era o recordista de vitórias no Prêmio
Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de
Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Em pesquisa do site Jornalistas
& Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o
jornalista mais admirado. Boechat lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace –
Um hotel e sua história” (DBA).
Fonte: g1.globo.com/sp/sao-paulo
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