Até o momento, apenas 11 declaram seu voto contra a Reforma da Previdência.
(Reprodução: Internet)
A reforma da Previdência ainda precisa passar por um segundo turno na
Câmara dos Deputados, mas a maioria dos senadores se posiciona
favoravelmente à proposta que muda as regras para se aposentar no
Brasil. O Placar da Previdência, elaborado pelo jornal O Estado de S.
Paulo, aponta 42 votos "sim" ao texto, antes mesmo de ele chegar ao
Senado.
A reforma da Previdência ainda precisa passar por um
segundo turno na Câmara dos Deputados, mas a maioria dos senadores se
posiciona favoravelmente à proposta que muda as regras para se aposentar
no Brasil. O Placar da Previdência, elaborado pelo jornal O Estado de
S. Paulo, aponta 42 votos "sim" ao texto, antes mesmo de ele chegar ao
Senado.
O
jornal ouviu os senadores na última semana, quando os deputados ainda
analisavam os chamados destaques (sugestões de mudanças ao texto-base).
Do total, 15 senadores pediram para se manifestar apenas quando o texto
chegar ao Senado, e 11 se disseram contrários à reforma da Previdência
da forma como foi aprovada na Câmara. Sete não foram encontrados, um se
declarou indeciso e quatro não quiseram responder.
Entre
os 42 senadores que se manifestaram favoravelmente ao texto, é comum a
defesa da inclusão dos Estados e municípios nas novas regras. Da forma
como está o texto, a reforma fixa uma nova idade mínima para se
aposentar - 65 anos para homens e 62 anos para mulheres - que vai valer
para quem entrar no mercado de trabalho.
A
nova idade valerá tanto para trabalhadores da iniciativa privada como
para servidores públicos da União. No entanto, depois de modificações na
Câmara, o funcionalismo público estadual e municipal ficou de fora.
PEC paralela
Se
os senadores alterarem o texto, a proposta precisa voltar à Câmara - o
que atrapalharia o desejo do governo de vê-la promulgada na semana da
Pátria, em setembro. Para evitar o atraso, está sendo gestado um acordo
para que a inclusão de Estados e municípios e eventuais mudanças sejam
feitas em proposta paralela, que, depois do Senado, voltaria para a
análise dos deputados.
O senador Tasso
Jereissati (PSDB-CE), cotado para ser relator da reforma na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, diz que a PEC paralela seria uma
saída para atender ao desejo da maioria dos senadores pela reinclusão
de Estados e municípios na reforma. Segundo ele, o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (DEM-AP), está de acordo com a ideia.
Jereissati
é relator de uma comissão montada no Senado para acompanhar o trâmite
da reforma na Câmara. Na última semana, enquanto os deputados discutiam a
proposta, o grupo recebeu governadores para debater as mudanças nas
regras de aposentadoria.
Para o líder do PSL
no Senado, Major Olímpio (SP), é um "absurdo" que Estados e municípios
não estejam contemplados no texto. "Dessa forma, o Brasil vai continuar
limpando o chão com a torneira aberta", diz.
Para
o líder do PP no Senado, Espiridão Amin (SC), há duas opções: incluir
Estados e municípios de forma impositiva ou permitir a adesão por
projeto de lei enviado por governadores e prefeitos a assembleias e
Câmaras. A segunda opção poderia ter mais receptividade, disse Simone
Tebet (MDB-MS), presidente da CCJ no Senado.
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br
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