No primeiro ano de teste, o
modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país. (Reprodução: Internet)
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá aplicação digital a
partir de 2020. No primeiro ano da novidade, a aplicação ocorrerá em
modelo piloto. A implantação do Enem Digital será progressiva, com
início no próximo ano e previsão de consolidação em 2026. Nada muda para
os participantes inscritos em 2019.
As primeiras aplicações digitais serão opcionais. Os participantes
poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo
digital ou pela tradicional prova em papel. No primeiro ano de teste, o
modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país.
"[O Enem Digital] é o futuro que se abre", disse o ministro da
Educação, Abraham Weintraub. "Depois de 100 anos de provas sendo
realizadas no papel, a educação brasileira aponta para o futuro e vai
abrir processo para fazer o Enem em uma versão digital", continuou. As
declarações foram dadas em entrevista à imprensa na sala de atos da
Pasta na manhã desta quarta-feira, 3 de julho.
Com essa nova versão, por meio de computador, o governo federal
pretende realizar o exame em várias datas ao longo do ano, por
agendamento. A aplicação permanecerá em dois domingos, nos dias 11 e 18
de outubro, e os resultados serão divulgados de forma conjunta.
"Em 2020, teremos três aplicações do
Enem: o Enem digital, para 50 mil pessoas, a regular em papel e a
reaplicação", explicou o presidente do Inep, Alexandre Lopes. Este
último caso é voltado para candidatos prejudicados por algum problema
logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital.
Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel.
Há também uma economia com a impressão
de papel e um ganho para o meio ambiente. Somente em 2019, mais de 10,2
milhões de provas serão impressas para o Enem. Os custos da aplicação
superam R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes
confirmados na edição.
Do ponto de vista técnico, o Enem Digital vai permitir a utilização
de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos
games. Também será possível aplicar o Enem em mais municípios.
Mudança progressiva – O Enem Digital será implantado
gradualmente. A aplicação será em papel, como nas demais 21 edições do
exame, e haverá a aplicação regular e a reaplicação.
O Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já se prepara para a
aplicação piloto em 2020, com o desenvolvimento/aquisição da plataforma
digital e desenho da aplicação a partir de dados coletados pelo Censo
Escolar. Em 2021, serão realizadas duas aplicações digitais, em datas
distintas, agendadas previamente, também opcionais. A edição servirá
como aprimoramento do piloto. Permanecem a aplicação regular e a
reaplicação em papel.
De 2022 a 2025, o Enem Digital seguirá sendo aprimorado. A previsão
do Inep é realizar até quatro aplicações digitais, em datas distintas,
com agendamento prévio e ainda opcional para os participantes.
Em 2026, a versão em papel para de ser distribuída e o exame só será
em formato digital. A consolidação do modelo digital será marcada por
diversas aplicações regulares ao longo do ano, por agendamento, em todo o
país, e reaplicação também em modelo digital.
Fonte: portal.mec.gov.br
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