O
sulfoxaflor é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em
estudo no exterior.
(Reprodução: Internet)
O Ministério da Agricultura aprovou, ontem, o registro de 51 novos
pesticidas, totalizando 262 de janeiro a julho. É o maior número para o
período nos últimos 10 anos. Até julho de 2018 – ano em que foi
registrado recorde de autorizações –, 239 agrotóxicos haviam sido
liberados.
Segundo o ministério, 44 dos novos produtos liberados
ontem são genéricos. Ou seja, têm princípios ativos equivalentes aos
já autorizados no país. No entanto, 7 são produtos formulados, aqueles
que os agricultores podem comprar em lojas de insumos agrícolas. O
princípio ativo sulfoxaflor, que controla insetos que atacam frutas e
grãos, como a mosca branca e o psilídeo, está em 6 desses produtos.
O
sulfoxaflor é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em
estudo no exterior. Segundo o governo, o uso do agrotóxico no Brasil
deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente (Ibama).
Os
agricultores terão algumas regras para uso, como evitar a aplicação em
períodos de floração das culturas e seguir as dosagens máximas do
produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para
a proteção de abelhas não-apis (aquelas sem ferrão).
O
ministério afirma que as restrições de uso do pesticida vão constar no
rótulo dos produtos e serão estabelecidas de acordo com cada ingrediente
e cultura. O órgão afirma que a aprovação de novos pesticidas tem como
objetivo “disponibilizar alternativas de controle mais eficientes e com
menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana. Já a aprovação de
produtos genéricos é para promover a concorrência no mercado de
defensivos, o que faz cair o custo de produção”.
O ministério
afirma ainda que, mesmo com aumento do registro de defensivos agrícolas,
a venda desses produtos caiu nos últimos anos. “O fato de haver mais
marcas disponíveis no mercado não significa que vai aumentar o uso de
defensivos no campo. O que determina o consumo é a existência ou não de
pragas, doenças e plantas daninhas.
Fonte: www.folhape.com.br
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