A religiosa será a primeira santa nascida no Brasil.
(Reprodução: Internet)
O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira, 1, na Sala
Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a
Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.
Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos
cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro, durante o Sínodo para a
Amazônia.
Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal,
fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina
Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São
Camilo; Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das
Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de
São Francisco de Assis.
Irmã Dulce Lopes
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em 26 de maio de 1914
em Salvador, Bahia. Aos seis anos perdeu sua mãe, sendo educada por suas
tias. Aos 13 anos, uma delas a levou para conhecer as áreas mais pobres
da cidade, fato que despertou nela uma grande sensibilidade. Aos 18
anos ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada
Conceição da Mãe de Deus, onde começou a ser chamada Dulce.
Uma das inspirações para o discernimento de sua vocação foi a vida de
Santa Teresinha do Menino Jesus. “A exemplo de Santa Teresina, penso
que todos os pequenos atos de amor, por menores que sejam, agradam ao
Menino Jesus”, dizia. Assim, seus pequenos atos de amor foram traduzidos
em grandes obras sociais. Irmã Dulce fundou a união dos trabalhadores
de São Francisco, um movimento cristão de trabalhadores na Bahia.
Iniciou depois a acolher pessoas doentes em casas abandonadas em uma
ilha em Salvador da Bahia. Mais tarde, foram despejados e a religiosa
transferiu a estrutura de acolhida para um antigo mercado de peixe, mas
foi obrigada a abandonar o local. Assim, o único lugar onde ele poderia
acomodar mais de 70 pessoas que precisavam de assistência médica era o
galinheiro do convento onde vivia, que rapidamente transformou-se em um
hospital improvisado.
Assim começou a história de outra de suas fundações: o hospital Santo
Antônio, inaugurado oficialmente em maio de 1959, com 150 leitos.
Atualmente, recebe 3.000 pacientes por dia. Hoje suas fundações são
conhecidas como as Obras Sociais de Irmã Dulce, Osid.
Nos últimos 30 anos de vida, a saúde da irmã Dulce estava muito
debilitada. Ele tinha apenas 30% da capacidade respiratória. Em 1990
começou a piorar e por 16 meses permaneceu hospitalizada, oportunidade
em que recebeu a visita do Papa João Paulo II, com quem havia tido uma
audiência privada dez anos antes.
Ela foi transferida para o Convento de Santo Antônio, onde veio a
falecer em 13 de março de 1992. Milhares de pessoas em condições de
extrema pobreza reuniram-se para dar a ela o último adeus.
Seu corpo foi transferido para a Igreja da Imaculada Conceição da Mãe
de Deus, onde se descobriu que ele havia permanecido incorrupto. O
milagre que permitiu sua beatificação ocorreu em 2001.
Este fato foi a
confirmação de uma vida virtuosa, centrada na oração e na caridade, a
partir das menores coisas. “O amor supera todos os obstáculos, todos os
sacrifícios”, disse a irmã Dulce.
Fonte: noticias.cancaonova.com
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