Dunga foi apresentado oficialmente hoje pela manhã
(Reprodução: Internet)
Não houve surpresas. Nem no anúncio, nem nas declarações. O técnico
Dunga foi apresentado oficialmente na manhã desta terça (22) como novo
treinador da Seleção Brasileira. Ao lado dele, estavam o novo
coordenador-geral de seleções, Gilmar Rinaldi; o treinador da equipe de
bases do Brasil, Alexandre Gallo; o presidente da CBF, José Maria Marin e
o presidente da Federação Paulista de Futebol e futuro mandatário da
entidade máxima do futebol brasileiro, Marco Polo Del Nero.
Na entrevista, Dunga falou sobre “resgatar” futebol brasileiro, citou
a necessidade de haver uma mescla entre experiência e juventude na
seleção e lembrou os problemas que teve no relacionamento com a Imprensa
na sua primeira passagem como treinador do Brasil, entre 2006-2010.
Confira os principais pontos.
Retorno
“Felicidade imensa. Agradeço o convite e a confiança na minha
retomada a frente da seleção. Vamos trabalhar em conjunto com as
categorias de base com a ajuda do Gallo e do Gilmar.”.
Copa do mundo
“Não podemos colocar por terra o que houve na Copa do Mundo. Vimos
como o talento é importante, mas quanto é importante também o
planejamento. Nós falamos muito de talento, mas elogiamos a organização
da Alemanha”.
Relacionamento com a imprensa
“Vocês me conhecem. Dificilmente as pessoas mudam quanto a ética e o
trabalho. Mas sou ser humano e sei que tenho que melhorar com os
jornalistas, aprimorar meu relacionamento com a imprensa. Foi minha
culpa e trabalhei (para melhorar) isso”.
Humildade
“Temos que ter a humildade de reconhecer que outras seleções
trabalharam arduamente para chegar onde chegaram. Já fomos os melhores
do mundo, mas agora precisamos resgatar essa capacidade. Temos que
trabalhar para ficar entre os melhores”.
Críticas
“Não sinto essa rejeição que falam por aí. Acredito no carinho que o
torcedor brasileiro tem pela Seleção. Até o Mandela tinha (rejeição).
Estamos prontos para receber críticas e sugestões em prol da Seleção
Brasileira”.
Planejamento 2018
“A minha primeira passagem era para resgatar o valor da camisa
brasileira e conseguir os resultados. Agora a tendência é preparar uma
seleção para 2018. Temos a copa America no caminho com seleções que
melhoraram muito, como Argentina, Uruguai, Colômbia e Equador. Mesclar
jogadores novos com mais experiência. Vamos preparar uma equipe para as
Olimpíadas. Temos que estar prontos. Temos o talento e a qualidade. O
treinador da Olimpíada será Gallo”.
Futebol-arte
“O goleiro fazer uma defesa também é arte. Um zagueiro fazer uma
interceptação, também. Não podemos achar que vamos encontrar um Pelé a
cada hora, criar um ídolo a cada dia. O Brasil sempre terá jogadores de
talento, mas precisamos aliar isso ao equilíbrio emocional. A escola é
uma coisa, mas a vida é mais dura. Quando o adversário olha no teu olho e
vê que tu não quer ganhar”.
Resgate
“A camisa brasileira é respeitada, tanto é que eles querem ganhar do
Brasil de qualquer forma. Isso é notícia em todo o mundo. A gente não
ganhar a Copa do Mundo antes de acontecer. Temos que ter um planejamento
e trabalhar para isso”.
Fonte: www.folhape.com.br
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