segunda-feira, 28 de julho de 2014

Menina morre afogada no Canal de Setúbal, em Jaboatão dos Guararapes



Padastro da menina olha, desconsolado, para o canal onde a menina caiu / Foto: Igo Bione/JC Imagem 
Padastro da menina olha, desconsolado, para o canal onde a menina caiu
(Foto: Igo Bione/JC Imagem)

Uma menina de 2 anos de idade morreu afogada no Canal de Setúbal, no trecho que passa pelo bairro de Jardim Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Alícia da Silva José de Barros tinha desaparecido de casa na manhã de sábado (26), de acordo com a família. O corpo foi encontrado por um morador da área na manhã deste domingo (27) e levado por policiais para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife.

A faxineira Vera Lúcia Ferreira da Silva, 34, mãe da criança, disse que estava se preparando para dar banho nos cinco filhos e deixou a menina na escada, no quintal da casa, acompanhada da irmã gêmea. “Subi para pegar toalha e sabonete, mas desci logo. Foi coisa de segundos e quando voltei, ela não estava mais lá”, conta Vera Lúcia, que tem outros oito filhos. Os quatro mais velhos moram com parentes.

“No sábado (26), um vizinho encontrou a boneca dela no canal. Acho que o brinquedo caiu na água e ela entrou para pegar”, diz Vera Lúcia. A família mora num imóvel alugado, de frente para o Canal de Setúbal, há cerca de sete meses. “Ela era brincalhona, não ficava na calçada sem ter um adulto por perto e não brincava na beira do canal”, acrescenta o biscateiro Bruno de Assis de Souza, padrasto da criança.

A família reclamou da atuação do Corpo de Bombeiros, que fez as buscas no sábado (26). “Um dos bombeiros ficou na beira do canal, batendo na água com um pedaço de cano, nenhum deles entrou no canal para procurar a menina. Depois, disse que não havia nada na água”, afirma Bruno de Assis. “Se dependesse dos bombeiros, minha filha ainda estava lá dentro”, ressalta Vera Lúcia.

O Corpo de Bombeiros afirma que não foi omisso nas buscas, pois a unidade tática de mergulho esteve no local e vasculhou uma área de 50 metros do entorno do curso d’água, em frente à casa da família. A equipe, diz a corporação, entrou no canal, que tem 1,20 metro de profundidade por 7 metros de largura, e se apresentava sem correnteza para arrastar pessoas ou objetos.

Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

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