O objetivo de fortalecer o partido para o pleito de 2022, quando Ciro Gomes
provavelmente será postulante ao Palácio do Planalto.
(Reprodução: Internet)
Aliados
do deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) admitem a pré-candidatura à Prefeitura
do Recife nas eleições de 2020. Segundo interlocutores próximos ao parlamentar,
o pleito é parte de recomendação nacional do PDT para que a sigla apresente
candidaturas em capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes, com o
objetivo de fortalecer o partido para o pleito de 2022, quando Ciro Gomes
provavelmente será postulante ao Palácio do Planalto.
“Essas
questões das candidaturas foram deliberadas na convenção nacional do partido.
Temos o nome do deputado Túlio Gadelha à disposição (no Recife) para aglutinar
em torno dele uma série de forças politicas que estão sem espaço na gestão
atual do PSB. Mas os filiados são quem vão definir o melhor caminho a seguir.
Estamos trabalhando ao máximo para viabilizar a candidatura de Túlio em 2020”,
afirmou à reportagem o presidente da Fundação Leonel Brizola em Pernambuco,
Pedro Josephi, que, após anos de militância no PSol, ingressou no PDT no fim do
ano passado, assim como a ativista LGBT Maria do Céu, egressa do PPS, o
professor Rodrigo Bione, advindo do PSol, e outros militantes do campo da
esquerda.
Questionado
sobre como Túlio reage quando abordado a respeito de uma possível candidatura
no Recife, Pedro Josephi disse que o deputado trata como “natural”: “É normal
alguém que tem um mandato ter seu nome colocado para a disputa de um cargo
eletivo. Ele sabe das responsabilidades”. Ainda de acordo com o advogado, Túlio
pode se apresentar como uma alternativa aos cenários atuais. “Existe uma
tentativa do PSB de monopolizar o debate político e uma oposição de direita que
está ligada à retirada de direitos dos trabalhadores”, disse.
Para o
pedetista André Carvalho, que é aliado próximo de Túlio também, a recomendação
do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de ter candidaturas em cidades com
mais de 200 mil habitantes, visa fortalecer o projeto de 2022 da legenda. “É
preciso ter projetos fortalecidos nas cidades, com vida orgânica, mas que
também alimente a sede de identificação de muitas pessoas com o projeto de Ciro
Gomes”, explicou André.
Além das
articulações externas, para levantar a bandeira de uma chapa majoritária na
eleição da capital pernambucana, o PDT terá que superar divisões internas, já
que, atualmente, dois grupos disputam a hegemonia do partido em Pernambuco. O
presidente atual da legenda no estado, Wolney Queiroz, é próximo ao PSB, e seus
aliados ocupam cargos no primeiro escalão das gestões socialistas. Na
Prefeitura do Recife, o PDT ocupa a Secretaria de Habitação, com Isabella de
Roldão à frente da pasta, e, no governo do estado, indicou Alberes Lopes,
vereador de Caruaru, que chefia a Secretaria do Trabalho.
“Sobre
Recife, temos uma visão um pouco diferente da de Wolney, mas que não há
problemas porque o corpo de filiados vai definir a decisão (de ter
candidatura). Mas entendemos que o PSB não tem mais o que dar do ponto de vista
de inovação na gestão, de fazer uma política com participação da sociedade
civil”, afirmou Pedro Josephi. No ano passado, o PDT apoiou, oficialmente, a
candidatura de Maurício Rands (Pros) ao governo do estado, mas, na campanha,
Wolney e o seu pai, o deputado estadual José Queiroz, apoiaram também Paulo
Câmara. Inclusive, em ato de campanha, Wolney chegou a usar o adesivo de Paulo
Câmara e vice-versa. Além disso, o partido manteve à época o titular da
Secretaria do Trabalho, Wellington Batista, no governo Paulo Câmara, mesmo após
a decisão nacional da legenda sair da base aliada do PSB.
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br
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