Em 2018, o Brasil exportou 34,1 milhões de sacas de café (60 kg).
(Reprodução: Internet)
O cultivo e a produção de cafés especiais podem aumentar o mercado e
agregar valor a um dos produtos mais tradicionais da lavoura brasileira.
A expansão potencial ocorrerá se o país vender mais café
industrializado e reverter a tendência de comoditização das exportações.
Conforme sumário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil exportou 34,1 milhões de sacas de café (60 kg) no ano passado.
Cerca de nove a cada dez sacas vendidas foram de café verde (em grãos
não torrados). A comercialização de café torrado e solúvel é pouco
superior a 10% do total.
De acordo com Ivan Oliveira, diretor de Estudos e Relações Econômicas
e Políticas Internacionais do Ipea, o país perdeu espaço na venda de
café industrializado. Segundo ele, na década de 1990, 51% das
exportações eram de café solúvel (pronto para consumo).
“A gente perdeu muito espaço no café processado no mundo”, observa.
“Deixamos o bonde da industrialização e da gourmetização do café, muito
por conta do fechamento do mercado brasileiro de grãos”, aponta.
O fechamento do mercado brasileiro para grãos produzidos em outros
países é medida de proteção fitossanitária para evitar a contaminação da
lavoura brasileira com pragas que possam entrar no país por meio de
grãos importados. Estudo do Ipea contabiliza, no entanto, que a medida tem como efeito gerar uma
barreira não tarifária que aumenta o custo do grão importado em 13,61%.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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