quarta-feira, 17 de julho de 2019

Nova viagem à Lua terá uma mulher astronauta e deve ocorrer em 2024, afirma a Nasa



Resultado de imagem para nasa lua 
Esse ano, completa 50 anos que os primeiros astronautas chegaram até a lua. 
(Reprodução: Internet)

Nova viagem à Lua terá uma mulher astronauta e deve ocorrer em 2024Na mitologia grega, a deusa Ártemis é irmã gêmea de Apolo. Filha de Zeus, governa a caça, a vida selvagem e a Lua. Cinquenta anos depois da conquista lunar, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) não poderia ter escolhido melhor nome para a próxima viagem tripulada ao satélite, estimada para 2024, quando um novo grupo de astronautas, incluindo uma mulher, pisará no mesmo solo em que Neil Armstrong e Buzz Aldrin fincaram a bandeira dos Estados Unidos em 16 de julho de 1969. 
 
Não há dúvidas de que o retorno à Lua trará oportunidades de desenvolver novas tecnologias, fazer novos experimentos no satélite e lançar as bases de uma futura viagem a Marte. Porém, na opinião de especialistas, assim como ocorreu com a Apollo 11, essa é uma missão muito relacionada a mostrar quem manda no espaço. 
 
Desde que a Nasa parou de lançar veículos para lá, em 1972, outros países começaram a investir no sonho da conquista lunar. A China deu largada em 2003, com o lançamento de seu programa espacial, provocando uma reação imediata no então presidente norte-americano, George W. Bush, que prometeu estabelecer colônias na Lua e chegar a Marte até 2030. 
 
“Estamos passando por uma nova corrida espacial. A China já colocou um astronauta em órbita. Japão, Israel e Índia também querem pousar na Lua. Com isso, há um ressurgimento do interesse na pesquisa espacial. O contexto é tão político quanto tecnológico”, aposta o astrônomo Naelton Mendes de Araújo, do Planetário do Rio de Janeiro. Para o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Zuffo, membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), a missão Ártemis será uma oportunidade de mais crescimento tecnológico. 
 
“Esses projetos são estruturantes e estratégicos; superpotências, como Estados Unidos e China, têm muitos benefícios indiretos de projetos como esses. Eles são grandes aceleradores de empresas de alta tecnologia e da formação de engenheiros superespecializados”, diz
 
Avanços e recuos 
 
 Pelas contas de Bush, a retomada das missões na Lua pelos norte-americanos ocorreria entre 2015 e 2020. Ao assumir a Casa Branca, em 2009, Barack Obama, porém, suspendeu o investimento no satélite e pediu à Nasa para se concentrar no outro grande sonho da humanidade, em termos de conquista espacial: um voo tripulado a Marte. Mas a eleição de Donald Trump, empossado há dois anos, retomou a estratégia de Bush. No fim de maio, a agência espacial anunciou o calendário de Ártemis: em 2020, será lançada a primeira missão não tripulada com objetivo dar uma volta ao redor do satélite. Se tudo der certo, ela será seguida por Ártemis 2, que levará humanos para orbitar a Lua em 2022 — eles, porém, não pousarão no satélite. 
 
Inicialmente, os planos da Nasa previam o ápice da missão, Ártemis 3, para 2028. Porém, Trump pediu para a agência acelerar o projeto. A China, que conseguiu pousar a sonda Chang’e-4 na face oculta do satélite (o hemisfério que não se vê da Terra) em janeiro, já avisou que pretende levar um homem para lá em uma década, o que provocou a antecipação do cronograma da substituta de Apollo. 
 
Tanta ousadia tem, porém, seu preço. E, com o Congresso norte-americano relutando a aumentar o orçamento da Nasa, Ártemis já começa atrasada: o foguete de lançamento SLS, que deverá levar tripulantes também a Marte, não saiu do papel. A alternativa é investir nas parcerias com empresas privadas — já confirmadas para participar de várias etapas da missão. Porém, as licitações, das quais devem participar a SpaceX, de Elon Musk, e a Blue Origin, de Jeff Bezos, também estão em atraso. 
 
Por isso, especialistas apostam nas comemorações de meio século da chegada à Lua como um incentivo à missão Ártemis. A expectativa é de que, ao relembrar uma das maiores conquistas da humanidade, a Nasa ganhe apoio popular e o Congresso norte-americano se sinta pressionado a liberar a verba necessária para concretizar mais uma etapa do sonho de se ganhar o mundo. 
 
Fonte: www.diariodepernambuco.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário